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Carroceiros cobram propostas e protestam contra lei que proíbe tração de animal no Recife

Dezenas de carroceiros se reuniram na manhã desta segunda-feira (12), no bairro do Bongi,no Recife, para protesto contra nova legislação

Por Diario de Pernambuco

Carroceiros se reúnem para iniciar protesto contra lei que proíbe veículos de tração animal no Recife

Carroceiros do Recife voltaram a cobrar um posicionamento do poder público sobre propostas discutidas em reunião realizada na Câmara de Vereadores do Recife, em novembro do ano passado. Segundo a categoria, até o momento não houve retorno oficial nem encaminhamentos práticos sobre os pontos apresentados durante o encontro.

De acordo com os trabalhadores, a reunião teve como objetivo discutir alternativas relacionadas às condições de trabalho e à regulamentação da atividade, diante da lei municipal que proíbe a circulação de veículos de tração animal na capital pernambucana a partir do dia 31 de janeiro. Passados mais de dois meses, nenhuma medida concreta teria sido adotada.

“A gente vê a omissão do poder público”, afirmou o representante dos carroceiros , Eklesiartes da Silva, ao destacar a insatisfação com a ausência de respostas por parte do Legislativo e da gestão municipal.

Diante da falta de retorno, dezenas de carroceiros se reuniram na manhã desta segunda-feira (12), na Rua Aparecida de Minas, no bairro do Bongi, Zona Oeste do Recife, para dar início a um protesto contra a nova legislação. O grupo seguiu em caminhada até a Defensoria Pública de Pernambuco, na Avenida Conde da Boa Vista, no Centro da cidade, onde pretende entregar uma denúncia formal.

Segundo Eklesiartes da Silva, o documento denuncia o que ele classifica como exclusão social. “Nessa manifestação, vamos formalizar uma denúncia sobre a exclusão social que a Prefeitura do Recife está promovendo contra carroceiros, criadores, artesãos e outras pessoas que dependem do trabalho com animais”, afirmou.

Os carroceiros pretendem ir também na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Pernambuco), na Câmara Municipal e na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

Eklesiartes afirmou ainda que o ato ocorre de forma pacífica e que não haverá interdição de vias nem queima de pneus, como registrado em manifestações anteriores.

Este é o quinto protesto da categoria em menos de um ano e o primeiro realizado em 2026. No último ato, ocorrido em 17 de novembro, representantes dos carroceiros se reuniram com vereadores do Recife. Na ocasião, o vereador Rodrigo Coutinho (Republicanos) apresentou três propostas, incluindo a criação de um espaço de convivência para os cavalos recolhidos, além da substituição das bicicletas elétricas previstas para os carroceiros prioritários por motocicletas de baixa cilindrada.

Até o momento, a Prefeitura do Recife informa que os trabalhadores que cumprirem os critérios estabelecidos poderão receber indenização de R$ 1,2 mil pela entrega voluntária do cavalo e da carroça. Também está prevista a disponibilização de bicicletas elétricas, que deverão ser pagas pelos carroceiros em 60 parcelas de R$ 100.

O Diario procurou a prefeitura do Recife e aguarda um posicionamento.