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Caso Esther: suspeitos de ocultar corpo têm prisão preventiva decretada

O cadáver da criança foi encontrado em uma cacimba na casa onde os dois moravam, em São Lourenço da Mata

Por Diario de Pernambuco

Corpo de Esther foi achado nessa terça (21)

Fernando Santos de Brito e Fabiano Rodrigues de Lima, suspeitos de ocultar o corpo da menina Esther, de 4 anos, tiveram a prisão preventiva decretada nesta quarta-feira (22), em audiência de custódia na Central Especializada de Garantias de Jaboatão dos Guararapes. O cadáver da criança foi encontrado em uma cacimba na casa onde os dois moravam, em São Lourenço da Mata, nessa terça (21).

Fernando e Fabiano foram levados para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife, e depois serão transferidos para o Presídio de Itaquitinga, na Zona da Mata Norte. Em interrogatório, ambos negaram participação na morte de Esther. 

Suspeito bebeu com mãe da criança

Em depoimento à Polícia Civil de Pernambuco, Fernanda Pereira Ramos, de 34, a mãe de Esther, disse que bebeu com um dos suspeitos na segunda (20), dia em que a criança desapareceu. 

No depoimento, ao qual Diario de Pernambuco teve acesso, a mãe de Esther também relata que chegou a procurar a filha na cacimba, quando a menina ainda estava desaparecida.

À Polícia Civil, Fernanda contou que, no dia do desaparecimento, estava em casa, onde mora com os filhos, acompanhada de um casal de amigos, que a convidaram para tomar cerveja. Os três teriam ido juntos comprar bebidas.

Por volta das 12h, Fernando teria aparecido na casa da mãe da garota e se juntado ao grupo. Ele é um dos dois homens que foram presos, por ocultação de cadáver, após o corpo da criança ser encontrado.

De acordo com o relato, o suspeito teria ficado no local até às 16h30, quando saiu sem dizer para onde ia.

Durante o evento, três filhos de Fernanda, de 10, 8 e 7 anos, pediram para jogar futebol em um campo, vizinho a casa. A mãe, que autorizou, permaneceu na residência, com Esther e um filho mais velho, de 12 anos.

À Polícia, a mãe diz que, apesar de não ter autorizado que a menina acompanhasse os irmãos, percebeu que Esther já não estava na casa pouco depois.