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Homem é agredido por PMs e populares em show de Priscila Senna, no Recife, diz família

A vítima foi levada desacordada para o Hospital da Restauração, onde levou pontos na cabeça

Por Adelmo Lucena

A vítima teria sido agredida por agente da PM que estavam fazendo a segurança do local

Imagens de um homem ensanguentado e com ferimentos na cabeça repercutiram nas redes sociais após o show da cantora Priscila Senna, realizado no Marco Zero na noite de quarta-feira (27). De acordo com a família, a vítima foi agredida por policiais militares que faziam o patrulhamento do evento e pela população durante um tumulto que se formou no fim da apresentação.

Em entrevista ao Diario de Pernambuco, Aline Rodrigues, irmã da vítima, contou que a o homem estava bebendo junto com alguns amigos quando aconteceu um tumulto em que ele acabou sendo agredido não apenas por populares, mas por agentes da PMPE.

“Quando ele viu já foi o tumulto, o pessoal da rua vindo para cima dele, os policiais dando de cacetete. De lá para cá ele disse que não lembra mais de nada, porque ficou desacordado. Fizeram até uma fake [news] dizendo que ele tinha entrado em óbito”, relata.

Aline ainda conta que o irmão foi levado desacordado pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital da Restauração, no Derby, área central da capital. Na unidade de saúde, ele recebeu pontos na cabeça por conta dos ferimentos. O homem já recebeu alta médica. “Graças a Deus, apesar do susto, ele está bem”, disse a irmã da vítima.

O Diario de Pernambuco procurou a Polícia Militar e a Secretaria de Defesa Social, que informaram não ter conhecimento do caso.

O pós-show foi marcado por algumas cenas de tumulto, uma delas ocorreu por volta das 22h50, no bairro da Boa Vista, no cruzamento da Rua da União com a Rua do Riachuelo. Nas imagens é possível ver um grupo de homens correndo na localidade.

Sessenta e três pessoas, sendo 28 adultos e 35 adolescentes, foram conduzidas para delegacia até às 8h desta quinta-feira (28). Ao todo, 711 profissionais de segurança pública estiveram na operação no Marco Zero.

A pasta destacou que não houve ocorrências “graves”, mas que a Polícia Militar identificou grupos conhecidos como “galeras” vindos de diversos pontos da cidade, muitos deles com transmissões ao vivo em redes sociais, demonstrando intenção de promover confrontos.

Vídeos de arrastões e brigas tomaram conta das redes sociais nesta quinta-feira, mas a SDS afirmou que os cenários foram contidos e dispersados.