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Infraestrutura digital já é serviço essencial mas no Brasil ainda é tratada como suporte

Saúde, bancos e serviços públicos dependem de sistemas estáveis, mas o país ainda investe pouco na base que sustenta essa operação

Por Estúdio DP

Dárcio Macêdo, VP de Marketing e Relações Institucionais da Surfix — primeiro e único Data Center Tier III Facility do estado — reforça a importância da atualização da infraestrutura digital

A digitalização dos serviços essenciais no Brasil avançou rapidamente nos últimos anos, mas a infraestrutura que sustenta esse processo ainda enfrenta desafios. Na saúde, o país praticamente universalizou o acesso à internet.

Nos serviços públicos, a digitalização universalizou o acesso, mas também criou uma dependência direta dos sistemas. Essa transformação que ampliou o acesso, avançou rápido demais para a capacidade de sustentação da infraestrutura.

“A infraestrutura digital hoje é tão essencial quanto energia elétrica, mas infelizmente, não vemos essa mentalidade no país. Data Centers ainda são vistos como ‘lugar de guardar servidor’ e cibersegurança muitas vezes ainda é tratada como custo, e não como proteção do negócio”, explica Dárcio Macêdo, VP de Marketing e Relações Institucionais da Surfix Cloud & Data Center.

No meio financeiro, os impactos dessa obsolescência são concretos: as fraudes envolvendo o Pix somaram cerca de 28 milhões de ocorrências no ano, com perdas estimadas em R$ 2,7 bilhões. Além das perdas diretas, também cresceu o número de ataques do tipo ransomware, quando criminosos sequestram dados e exigem pagamento para devolvê-los, como um resgate.

Dados de 2025 da empresa de cibersegurança Redbelt apontam que o Brasil registrou 314,8 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos apenas no primeiro semestre, cerca de 1,5 bilhão por dia útil. Esse número representa 84% das atividades maliciosas em toda a América Latina.

Hoje, uma única falha pode gerar prejuízos de milhões em questão de horas. Mas o ponto mais sensível é outro: o custo invisível. Empresas com infraestrutura desatualizada deixam de crescer, perdem agilidade, não conseguem inovar na velocidade do mercado e, muitas vezes, sequer percebem as oportunidades que estão deixando passar.

O desafio não é apenas implementar tecnologia, mas garantir funcionamento contínuo, seguro e resiliente. Isso envolve redundância, monitoramento e resposta rápida a incidentes, decisões que deixaram de ser técnicas e passaram a ser estratégicas.

“Atualizar infraestrutura digital é garantir a continuidade de operação. A tecnologia evolui rápido, e o risco também. Sistemas mais antigos são mais vulneráveis, menos eficientes e limitam o crescimento. Não se trata só de performance, é sobre segurança, escalabilidade e capacidade de competir”, finaliza Dárcio Macêdo.