"Dark Horse" é exibido pela primeira vez, nos Estados Unidos
O filme, que recebeu financiamento do banqueiro Daniel Vorcaro, não tem data para ser lançado no Brasil
Durante um evento conservador, chamado "Fraud-Fighter Summit" (Cúpula de Combate à Fraude), realizado, na última segunda-feira (15), em Las Vegas, nos Estados Unidos, foi exibido pela primeira vez o filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. O filme não tem data para ser lançado no Brasil.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro participou de um dos painéis do evento, organizado por um grupo chamado UnAuthorized. Segundo o jornal O Globo, ele enfatizou a importância da guerra cultural e afirmou que Dark Horse será um "pesadelo" para a esquerda.
“É assim que esse tipo de coisa é, poderosa. E não está em português, está em inglês, de propósito. Se fizermos algo no Brasil, eles bloqueiam facilmente, mas também porque queremos que este filme seja um sucesso mundial”, disse o ex-deputado.
Investigação
Na ocasião, o ex-deputado não falou sobre as investigações do financiamento do filme, feito pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Ele se limitou, apenas, a falar sobre uma ação na Justiça Eleitoral que tentou barrar a execução do filme no Brasil antes das eleições de outubro de 2026.
“O Partido dos Trabalhadores, que é o partido do atual ocupante da Presidência da República, entrou com uma ação contra nós na Justiça Eleitoral tentando censurar este filme até a eleição”, lembrou. O pedido foi rejeitado no TSE pelo presidente da corte eleitoral, o ministro Kassio Nunes Marques.
Filme foi financiado por Vorcaro
A relação entre Vorcaro e a produção do filme foi revelada por uma série de reportagens do portal The Intercept. O site publicou conversas do ex-dono do Banco Master com o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).
Nos diálogos, Flávio cobrou o pagamento do patrocínio acordado para “Dark Horse” e chegou a chamar Vorcaro de amigo.
Segundo as reportagens, ao menos US$ 10,6 milhões de dólares, ou pouco mais de R$ 60 milhões, na cotação do dólar do período das transferências teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025.
Em sua defesa, o senador apontou que o dinheiro solicitado era privado e voltado para a produção de um filme igualmente privado. Ele reforçou seu ponto lembrando que não houve utilização do mecanismo de incentivo fiscal da Lei Rouanet.
Durante um evento em São Paulo, na última segunda-feira (15), Flávio tentou minimizar a questão do patrocínio vindo de Vorcaro. “A minha relação com ele foi única e exclusivamente por causa do filme. Eu vi as coisas pelo lado bom, porque não tem outra coisa para falar de mim, a não ser isso, que é algo que não tem absolutamente nada de errado. É uma relação privada, um investimento, e a pessoa teria um retorno”, afirmou o senador.