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Sessão da Alepe tem embate após PT acionar Justiça contra Pastor Júnior Tércio

Deputado do PP usou a tribuna para desafiar ação judicial e alegar imunidade parlamentar; deputados reagiram

Por Diario de Pernambuco

Pastor Júnior Tércio criticou a iniciativa do PT de processá-lo por postagem nas redes sociais.

Na reunião plenária desta terça-feira (9), na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), parlamentares repercutiram a iniciativa do Partido dos Trabalhadores (PT) em processar o deputado estadual Pastor Júnior Tércio (PP) por postagens em redes sociais associando a legenda a facções criminosas.

Publicada na última quinta-feira (4), a postagem diz: “Essas são as quatro facções mais perigosas do Brasil”. Abaixo do texto, o rosto borrado de quatro homens com as siglas do Comando Vermelho (CV), Primeiro Comando da Capital (PCC), PT e Movimento Sem Terra (MST) acima de suas cabeças. A legenda diz: “PCC e CV atacam a segurança. MST ataca a propriedade. O PT passa pano para todos eles. Coincidência?”.

Em seu pronunciamento, Pastor Júnior Tércio afirmou que “o PT começou lá atrás com uma luta que parecia legítima”. Mas, hoje, segundo ele, a legenda “é sinônimo de partido anticristão, que ataca a família tradicional e que está mergulhado na corrupção”. Diante da reação jurídica da legenda, o parlamentar concluiu: “ao PT, continue me processando. Processe com força. Eu tenho imunidade parlamentar e a verdade vai ser dita, doa a quem doer”.

Em sua fala, o deputado Doriel Barros (PT) repudiou a postagem e classificou a atitude como uma ameaça à democracia. Ele também exaltou os governos de Lula por tirarem o Brasil do Mapa da Fome e promover a inclusão social e criticou políticos que usam a miséria do povo para garantir votos em época de eleição.

“Eu defendo o projeto de que as pessoas cheguem na urna com dignidade, sem depender de ninguém, e escolham conscientemente quem deve ser”, disse. Também ressaltou iniciativas como a CNH Rural e o Desenrola Rural, voltados para a população do campo.

Já Dani Portela (PT) acusou Pastor Júnior Tércio de ser “falso pastor”, “pseudicristão”, “fundamentalista” e “mercador da fé”. Para a parlamentar, o pronunciamento do deputado do PP promove ódio, discriminação e violência. Ainda segundo ela, Pastor Júnior Tércio ataca o PT porque está perdendo espaço na direita.

“O deputado falso profeta Júnior Tércio está desesperado perdendo palanque, perdendo espaço na direita fundamentalista, e quer atacar não só o PT, mas o MST, que faz um dos maiores movimentos na América Latina em defesa da reforma agrária”, argumentou. Dani Portela também se posicionou contra a redução da maioridade penal.

No mesmo sentido, João Paulo do PT (PT) repudiou as declarações do parlamentar e confirmou que o partido adotará medidas judiciais contra as calúnias. Ele exigiu respeito à democracia e à seriedade exigida pelo Legislativo Estadual, afirmando que o “Parlamento não merece esse tipo de comportamento e atitudes”.