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Ciro Nogueira diz que nunca recebeu valores ilícitos e alega perseguição

Senador, alvo da PF no caso Master, citou investigação anterior no âmbito da Lava Jato e afirmou que "nunca cometeu qualquer irregularidade"

Por Gabriella Braz - Correio Braziliense

"Por que começar esta operação por um líder da oposição?", questionou Ciro Nogueira

Alvo de operação que investiga fraudes envolvendo o Banco Master, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, publicou vídeo em que alega perseguição política. Em postagem nas redes sociais nesta terça-feira (12/5), o parlamentar diz que tem sofrido ataques em decorrência do ano eleitoral e cita investigação contra ele em 2018. O congressista garantiu ainda que “nunca recebeu nenhum valor ilícito ou cometeu qualquer irregularidade”.

“Por que começar esta operação por um líder da oposição?”, questionou. As acusações são de que o senador tenha atuado em defesa de interesses de Daniel Vorcaro no Congresso e cita a Proposta de Emenda à Constituição nº 65/2023, conhecida como Emenda Master, que defende o aumento do limite do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que beneficiaria o grupo empresarial.

No vídeo, o senador negou que a proposta tenha sido publicada exatamente como foi recebida, como aponta a investigação. Ciro defende ainda que o FGC é um fundo “totalmente privado” e que o valor não é atualizado há mais de uma década. “O que causa escândalo em um banco não é o FGC, é a falta de fiscalização”, declarou, e complementou com ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “Quem tem que fiscalizar é o Banco Central e quem indica os diretores do Banco Central é o presidente da República, e é ele ele que tem que ser cobrado por isso”.

Para o senador, as operações são motivadas pela proximidade do período eleitoral. “As questões técnicas e as provas estão em segundo plano para eles”, declarou. Além da Operação Compliance Zero, Ciro é citado em mensagens de investigados pela Operação Carbono Oculto, que apura fraude no setor de combustíveis.

O senador cita ainda investigações feitas em 2018, que também classificou como perseguição. Na ocasião ele foi investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato por receber propina de uma das empreiteiras investigadas. A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal rejeitou a denúncia contra o parlamentar.

Ciro ainda fez críticas ao governo do Piauí, estado pelo qual está no Congresso há mais de 30 anos, com quatro mandatos na Câmara e dois no Senado. Segundo o parlamentar, o Piauí estaria vivendo um pesadelo há 24 anos, período que corresponde à primeira eleição de Wellington Dias (PT), ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome no governo Lula.

Confira a matéria no site do Correio Braziliense.