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Ceratose: médico explica procedimento feito por Lula

Presidente retirou excesso de pele removido do couro cabeludo e já recebeu alta

Por Gabriella Braz - Correio Braziliense

O mandatário passou pela retirada de uma lesão no couro cabeludo e uma infiltração no punho, indicada para o tratamento de uma tendinite no polegar direito

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu alta após procedimento feito nesta sexta-feira (24/4), em São Paulo. Ele passou pela retirada de uma lesão no couro cabeludo e uma infiltração no punho, indicada para o tratamento de uma tendinite no polegar direito.

Apesar da preocupação com a saúde do presidente, as intervenções são consideradas simples. O oncologista Márcio Almeida, membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), explica que a ceratose, excesso de pele retirado do couro cabeludo, é comumente causada pela exposição ao sol.

“Na maioria dos casos, ela permanece benigna, mas uma pequena parcela pode evoluir para carcinoma espinocelular (tipo de câncer de pele)”, afirma. “Por isso, quando há dúvida diagnóstica ou mudança no aspecto da lesão (crescimento, ulceração, sangramento), a remoção e análise são indicadas”.

Após a cirurgia, o procedimento padrão é que essa lesão seja levada para biópsia, que já foi realizada nesta sexta-feira e identificou um carcinoma basocelular. Segundo o médico, esse é o tipo mais comum e tem baixo risco de se espalhar para outras partes do corpo.

O médico ainda tranquilizou sobre o procedimento, afirmando que se trata de uma cirurgia de pequeno porte geralmente feita com anestesia local, e o pós-operatório. No caso de Lula, não deve ser necessário internação, apenas cuidados como curativo e higiene. O presidente também deve evitar exposição direta ao sol, usar protetor solar na área após a cicatrização inicial e deve voltar a aparecer com o famoso chapéu usado no início de 2025.

“Na maioria dos casos, a recuperação é rápida e sem impacto funcional. O seguimento dermatológico é importante para vigilância de novas lesões”, aponta o médico.

Segundo o cardiologista Roberto Kali, médico do presidente, o procedimento não interfere na campanha e o “máximo que vai acontecer é ele aparecer de chapéu, como aconteceu outras vezes”. Lula deve evitar eventos de grande porte nos próximos dias.

 

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