Veja quem são os ex-deputados suspeitos de desvios milionários em gabinetes da Alepe
Pai e filho são suspeitos de chefiar um esquema de desvio milionário
Os ex-deputados estaduais Leonardo Dias, filiado ao PSB à época dos fatos, e seu pai, Romário Dias (PL) - que também é ex-presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), foram alvos da Operação Draft, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), nesta quarta-feira (15). Eles são suspeitos de chefiar um esquema de desvio milionário em gabinetes da Alepe.
Os nomes foram dados inicialmente pelo jornalista Ricardo Antunes e confirmados pelo Diario.
Segundo a corporação, o montante desviado é de mais de R$ 2,8 milhões, podendo chegar a R$ 6 milhões. Ao todo foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão realizados no Recife, em Olinda e em Jaboatão, na Região Metropolitana.
De acordo com a Polícia Civil, os alvos são ou foram agentes públicos que atuaram com os parlamentares entre 2015 e 2024, período em que aconteceram os desvios. Além de Leonardo e Romário, a operação teve como alvo:
Rodrigo Antonio Martorelli Silva de Almeida
Ario Krishnamurti Machado de Albuquerque
Arthur Valença de Luna
Carlos Tavares Bernardo
Schebna Machado de Albuquerque
José Natanael Mendes de Sá
Ex-deputado resistiu ao cumprimento do mandado
Segundo o Boletim de Ocorrência, obtido pelo Diario, a equipe que efetuou o mandado de busca e apreensão na casa de Leonardo Dias passou cerca de uma hora tentando contato com o ex-deputado do lado de fora de seu apartamento, localizado na Avenida Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.
“Após diversas tentativas, ao entrar na porta principal, blindada, a equipe conseguiu entrar em sua residência no qual verificou que havia outras portas blindadas e que o alvo se encontrava trancado no seu quarto”, diz trecho do BO.
Ainda de acordo com o documento, a comunicação teria sido estabelecida após a mãe do ex-deputado ter confirmado a presença da polícia na residência. Leonardo resistiu por alguns minutos até que saiu do quarto, onde foi apreendida uma pistola .380, cujo porte estava vencido, munições, duas barras de prata, cédulas de diferentes países, um celular e documentos.
Na residência de Ario Krishnamurti, a polícia apreendeu um celular e contracheques. Já na casa de José Natanael, que foi chefe de gabinete de Romário na Alepe, a equipe levou documentos, um tablet, um celular e um CD gravável. E na de Schebna foram apreendidas diversas folhas de contrato de compra e venda, 18 folhas de cheques assinadas, um cartão de banco e dois celulares.
Por fim, na casa de Romário, pai de Leonardo, e dos investigados Carlos Tavares, Arthur Valença e Rodrigo Antônio, a polícia apreendeu celulares.
O Diario não localizou a defesa dos investigados. O espaço segue aberto.