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"Eu não ando em cima do muro", diz João Campos sobre apoio a Lula

O prefeito do Recife reafirmou seu apoio ao presidente Lula e a Geraldo Alckmin como vice durante um evento do armamento das guardas municipais

Por Amanda Medeiros

João Campos em evento de armamento da Guarda Municipal do Recife

“Eu não tenho dois lados, eu não ando em cima do muro”, disse João Campos (PSB). A quatro dias de terminar o seu mandato na Prefeitura do Recife, o prefeito reiterou apoio ao presidente Lula (PT) e afirmou que Geraldo Alckmin (PSB), como vice, é uma das prioridades do partido. As declarações foram dadas nesta segunda-feira (30), na Praça do Arsenal, durante agenda sobre o armamento das guardas municipais.


“A minha posição é clara: no dia em que tomei posse como presidente nacional do partido, eu já declarei o nosso apoio a Lula e que o nosso partido estaria com ele. Então, mais uma vez, a gente vai estar com ele na reeleição. E eu imagino que quem é filiado a um partido e tem um candidato lançado por esse partido vota no candidato do seu partido”, declarou.


Quando questionado se existiria alguma tensão entre o PT e o PSB devido à ausência de três deputados petistas (Rosa Amorim, João Paulo e Doriel Barros) no evento realizado no último sábado (28), João afirmou que isso não significa nada de negativo.


“A gente teve o apoio, pelo que me constou, de 86% do diretório, que votou de forma favorável (ao apoio à chapa de João). Os partidos firmaram uma aliança, essa aliança foi aprovada no âmbito da instância que decide, que é o diretório do partido, e há um processo natural de você ir trazendo, não só quem votou no diretório, mas também os filiados”, afirmou.


Armamento da guarda municipal


Referindo-se ao armamento da guarda municipal, o prefeito disse estar feliz em “fazer valer a palavra”, algo que afirma ter aprendido com seu pai, o ex-governador Eduardo Campos: “Ele dizia: ‘Meu filho, o patrimônio que o político tem que ter é a palavra. Eu prometi, no primeiro governo, que não era o momento de fazer o armamento da guarda, e fiz dessa forma (de agora)’”.


João Campos afirmou que, com um ano e três meses de gestão, o “compromisso está cumprido”, com a primeira turma da guarda civil formada e armada. “Vão ter, no mínimo, 250 guardas formados e com porte de arma de fogo neste primeiro ciclo”, disse.


Do outro lado, Alessandro Sena, guarda municipal e presidente do sindicato dos guardas municipais, diz que o armamento é uma demanda pleiteada há 16 anos pela categoria.