"Revoltante e inaceitável": João Campos critica uso de imagens de Erika Hilton e Duda Salabert pela Polícia Civil
Pelas redes sociais, o prefeito do Recife ainda declarou solidariedade às deputadas Erika Hilton e Duda Salabert após utilização pela Polícia Civil de Pernambuco da imagens delas como suspeitas em caso de roubo
“É revoltante e inaceitável”, afirmou o prefeito do Recife, João Campos (PSB), em publicações no X e no Instagram nesta quarta-feira (25), ao comentar a utilização, pela Polícia Civil de Pernambuco, de imagens das deputadas federais Erika Hilton (PSOL) e Duda Salabert (PDT) como suspeitas em um caso de roubo no Recife.
“É revoltante e inaceitável que Duda Salabert e Erika Hilton tenham suas imagens utilizadas dessa forma. Minha solidariedade às duas. É fundamental que haja uma apuração rigorosa, com a devida responsabilização, pois não há espaço para o ódio em uma democracia", declarou nas publicações.
Declaração da governadora Raquel Lyra
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), também declarou, em publicação nas redes sociais, que é “inadmissível o uso da imagem das deputadas federais Duda Salabert e Erika Hilton pela Polícia Civil”.
A governadora afirmou que determinou uma “apuração rigorosa” e abertura de processo na Corregedoria da Secretaria de Defesa Social. “Preconceito e violência simbólica não são tolerados em Pernambuco”, acrescentou.
Entenda o caso
A Defensoria Pública de Pernambuco (DPPE) enviou ofício à deputada federal Duda Salabert, informando que ela e a também deputada Erika Hilton tiveram as fotos incluídas em um álbum da Polícia Civil do estado.
No documento, a defensora pública Gina Muniz afirma que as fotos das parlamentares foram apresentadas à vítima de um roubo, ocorrido em fevereiro do ano passado.
Para a defensora, “a única razão que pode explicar a inserção dessas fotografias no procedimento é o fato de que ambas as parlamentares são mulheres negras e trans - o que evidencia, de forma inequívoca, que o critério de seleção adotado pela autoridade policial foi o pertencimento a um grupo identitário de gênero e raça”.
Por meio de nota, a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) afirmou que foi assegurada uma apuração rigorosa dos fatos noticiados, bem como a adoção de todas as medidas cabíveis.
“A corporação repudia, de forma veemente, qualquer prática de preconceito ou discriminação, reafirmando seu compromisso com a dignidade humana, o cumprimento dos preceitos legais e a promoção de um atendimento igualitário a toda a população”, declarou.