Baixa representatividade feminina precisa mudar
Violência política de gênero é uma barreira que precisa ser enfrentada para mudar esta realidade, diz senadora
No Senado, a senadora Teresa Leitão (PT) avalia que a violência política de gênero ainda é um dos principais obstáculos à ampliação da presença feminina na política. “A violência política de gênero, muitas vezes expressa em tentativas de deslegitimar ou silenciar mulheres que ocupam esses espaços, é uma das barreiras que precisamos enfrentar”, explica.
A parlamentar destaca a baixa representação feminina na Casa Alta. “Quando olhamos para o Senado, vemos que ainda somos menos de 20% das cadeiras de uma Casa com 81 parlamentares. Isso revela o quanto a política brasileira ainda precisa avançar para refletir a presença das mulheres na sociedade.”
Como primeira mulher eleita governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) defende que a ampliação da presença feminina na política é fundamental para fortalecer a democracia.
“Ser a primeira mulher a governar Pernambuco é motivo de orgulho, mas também de grande responsabilidade. Mais do que ocupar esse espaço, quero que muitas outras mulheres tenham a oportunidade de chegar a posições de liderança”, afirma.
A chefe do Executivo afirma que a violência política de gênero ainda faz parte da realidade de muitas mulheres na vida pública, “inclusive com tentativas de desqualificar o trabalho simplesmente pelo fato de sermos mulheres.”
“A política precisa refletir a sociedade que representa, e, sendo as mulheres mais de 50% da população brasileira, não faz sentido que ainda sejamos minoria nos espaços de decisão”, finaliza a governadora.