Miguel Coelho reafirma pré-candidatura ao Senado e nega recuo de plano para possível chapa com João Campos
Em vídeo gravado em Brasília, Coelho negou especulações sobre um possível recuo ou mudanças na chapa da Frente Popular, liderada pelo prefeito do Recife
O ex-prefeito de Petrolina e presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, usou as redes sociais, ontem, para informar que sua pré-candidatura ao Senado está mantida. Em vídeo gravado em Brasília, Miguel chamou os boatos de bastidores de "mimimi" e reforçou que o projeto "segue firme".
Coelho negou ainda especulações sobre um possível recuo ou mudanças na possível chapa da Frente Popular, liderada por João Campos (PSB), para as eleições deste ano. "Quero reafirmar, sou candidato, serei senador de Pernambuco com muita fé em Deus e acima de tudo podendo contar com a confiança dos homens e das mulheres pernambucanos", declarou.
Nos últimos dias havia sido especulado que a segunda vaga para disputa ao Senado na Frente Popular ficaria com o deputado Eduardo da Fonte (PP), que atualmente apoia a governadora Raquel Lyra (PSD) e mantém espaços no governo estadual, enquanto a vaga de vice-governador ficaria com o deputado estadual Antônio Coelho (UB), irmão de Miguel.
Além disso, o ex-prefeito foi alvo de operação da Polícia Federal (PF) para apurar supostas irregularidades com verbas de emendas parlamentares praticadas pela sua família em Petrolina.
Disputa interna e a Federação União Progressist"
Em paralelo a esse contexto dos bastidores, Miguel também enfrenta uma “queda de braço” interna no União Brasil. Enquanto o presidente estadual da sigla caminha com o PSB, o deputado federal Mendonça Filho, vice-presidente do partido, defende o apoio à reeleição de Raquel.
Outro ponto de tensão é a formação da federação entre o União Brasil e o PP, a União Progressista, que ainda não foi homologada. No vídeo, Miguel foi enfático ao dizer que o partido não abrirá mão de seu espaço para outras legendas.
"Não existe conversa no União para indicar vice (de João Campos), não existe conversa do PP ou de qualquer outro partido tirar os nossos espaços. Somos um dos maiores partidos políticos do Brasil. Nós seremos candidatos (ao Senado) e vamos ganhar no voto", afirmou o ex-prefeito.
Apesar do tom de confiança, a palavra final deve vir de Brasília. Mendonça Filho já oficializou um pedido à direção nacional da federação para que a sigla defina, o quanto antes, qual palanque o grupo ocupará em Pernambuco.