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Marília Arraes deve se filiar ao PDT para disputar Senado

Presidente do Solidariedade confirmou em nota oficial, nesta terça (03), a saída de Marília do partido

Por Mariana de Sousa

Marilia Arraes.

A pré-candidata ao Senado, Marília Arraes definiu sua saída do Solidariedade e deverá se filiar ao PDT nos próximos dias para disputar uma cadeira no Senado em 2026. Apesar de não haver confirmação oficial, é provável que a filiação aconteça dia 12 de março.

No último domingo (1º), Marília confirmou publicamente sua pré-candidatura ao Senado. “Hoje assumo a responsabilidade. Não tem volta atrás. Eu não tenho direito de fazer isso com mais de 40% da população de Pernambuco que quer que a gente esteja no Senado. Meu governador é João Campos. Meu presidente é o presidente Lula. A gente precisa ter força para aguentar a pressão. E quem não tiver força para aguentar a pressão, fique dentro de casa”, discursou.

A pré-candidata busca integrar a chapa da Frente Popular em Pernambuco, que é liderada pelo atual prefeito do Recife, João Campos (PSB). Com uma vaga no Senado para a reeleição do senador Humberto Costa (PT), resta somente a segunda vaga para a disputa de Marília e mais dois nomes: Silvio Costa Filho (Republicanos) e Miguel Coelho (UB). Caso não haja composição, Marília deverá manter a candidatura própria, sem abrir mão do apoio ao palanque presidencial no estado.

Saída do Solidariedade

A saída de Marília foi confirmada oficialmente nesta terça-feira (3) pelo presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força. Em nota, o presidente da sigla ressaltou o período em que a ex-deputada integrou o partido e destacou o apoio oferecido a ela. A ex-deputada ainda não se pronunciou a respeito da saída da legenda nem da filiação ao PDT.

“Desde a filiação da combativa Marília Arraes ao Solidariedade, o partido sempre lhe assegurou segurança institucional, estrutura política e apoio integral diante de todos os desafios que decidiu enfrentar”, disse. Ainda conforme a nota, “foi no Solidariedade que (Marília) consolidou projeção nacional e autonomia para trilhar seus próprios caminhos em Pernambuco.”

No texto, o presidente ainda fala do momento em que Marília deixou o PT para disputar o governo do estado. “É importante recordar que, ao deixar o PT para disputar o governo do estado, diante da ausência de espaço partidário naquela legenda, foi o Solidariedade quem a acolheu com lealdade, garantindo sua candidatura sem ceder a qualquer tentativa de ingerência ou a arranjos que pudessem comprometer seu projeto eleitoral.”

Um dia antes, o presidente estadual do PRD, Josafá Almeida, já havia informado que Marília não integrava mais a federação formada entre PRD e Solidariedade. Em nota, Almeida disse que a decisão teria sido acertada na sexta-feira (27) em uma conversa em São Paulo com Paulinho da Força e demais membros.

Liderança nas pesquisas
A reconfiguração partidária ocorre em um momento favorável para Marília nas pesquisas de intenção de voto. Levantamento do Datafolha, realizado entre os dias 2 e 4 de fevereiro com 1.022 entrevistados, aponta a ex-deputada na liderança em todos os cenários testados.

Ela aparece com índices entre 36% e 41% das intenções de voto, enquanto o senador Humberto Costa registra percentuais que variam de 24% a 26%. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.