Pedido de tramitação de impeachment de João Campos: vereadores 'duelam' após rejeição
Votação do pedido de tramitação aconteceu nesta terça (3)
Após a rejeição do pedido para início de tramitação do pedido de impeachment do prefeito João Campos (PSB), os blocos de apoio e oposição na Câmara de Vereadores do Recife partiram para o confronto de teses sobre a matéria.
Líder do governo na Casa José Mariano, o vereador Samuel Salazar (MDB) declarou que “não houve infração alguma” e que o pedido de afastamento do prefeito “era vazio”.
“É mais uma ação para tentar desgastar a imagem do prefeito”, declarou. “Não tem fundamento”.
Autor do pedido, o vereador Eduardo Moura (Novo) afirmou que vai entrar com mandado de segurança para tentar anular a sessão desta terça.
Ele justificou que os ritos da sessão não seguiram as normas do Legislativo municipal.
“É preciso investigar. O próximo passo e a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito)”. O rito não foi respeitado. Era para ter colocado o pedido na Ordem do Dia. Vamos apelar para que a votação seja feita de maneira correta”, declarou.
Entenda
Em uma sessão com galerias lotadas e clima acirrado, na Câmara Municipal do Recife, os vereadores rejeitaram o pedido de admissibilidade de tramitação do pedido de impeachment do prefeito João Campos (PSB).
O placar da votação do de 25 votos contrários ao pedido, feito pelo vereador Eduardo Moura (Novo), e nove favoráveis. Houve uma abstenção.
O pedido foi feito após a polêmica envolvendo um concurso com cargo para pessoa com deficiência.
Moura apresentou seus argumentos de que João Campos cometeu crime de responsabilidade e de improbidade, ao nomear um procurador na cota de pessoa com deficiência.