"A gente está montando a eleição no Brasil inteiro de forma conjunta", diz João Campos sobre escolha de nomes ao Senado
Escolha deve ser feita em articulação com Lula. Entre os principais nomes cotados ao Senado na chapa de João estão Sílvio Costa Filho (Republicanos), Marília Arraes (Solidariedade), Humberto Costa (PT) e Miguel Coelho (União Brasil)
Na corrida eleitoral ao governo do estado, o prefeito João Campos (PSD), vê como positiva a pluralidade de nomes disponíveis para ocupar as duas vagas para a disputa ao Senado nas eleições deste ano. O prefeito confirmou, nesta quinta-feira (15), durante visita técnica ao local onde será construído o terminal intermodal do Aeroporto Internacional do Recife, que a escolha deve ser feita em articulação com o presidente Lula.
“Estou muito animado com o cenário administrativo da nossa gestão, do cenário político de 2026, tanto no âmbito nacional, com o resultado que a gente está vendo do presidente Lula, quando com o que deve ser construído pela Frente Popular aqui em Pernambuco com uma conversa sempre muito franca com os aliados”, disse o prefeito.
João Campos fez uma crítica ao que vem sendo veiculado sobre desafios para a escolha dos nomes cotados ao Senado. “Parte das notícias que saíram é uma leitura que não é completa do cenário que de fato está acontecendo. Estamos conversando com todo mundo, com o PT, e conversei bastante com Silvio ontem e hoje estamos aqui”, disse. O prefeito também confirmou que esteve em diálogo, na última sexta-feira (9), com o presidente da União Brasil em Pernambuco, Miguel Coelho.
O prefeito vê a disputa como positiva para composição do cenário político para as eleições. “Quando eu vejo o nome de Miguel, Marília e Silvio, além de nomes do PT também, eu sinto que é um espírito de colaboração e que todo mundo está jogando o jogo certo. Os partidos têm que reivindicar, tem que colocar nomes", afirmou.
Sem citar nomes, o pré-candidato ao governo de Pernambuco também alfinetou Raquel. “Ruim é escalar um time onde você não tem bons jogadores para serem escalados ou quando você nem tem jogador para escalar para montar um time”, disse
Relação com o PT
Sobre o apoio do PT, o prefeito afirma que não há empecilho e que confia na articulação do presidente Lula. “Eu vejo uma relação muito madura, construída com o PT, com o presidente Lula. Já tive diversas conversas com o presidente, conversas reservadas, administrativas, políticas, no Palácio do Planalto e no Palácio da Alvorada, e sempre aconteceu de forma muito respeitosa. Eu tenho absoluta confiança na condução do presidente Lula”, destacou.
O prefeito citou o caso da vereadora Aava Santiago, de Goiás, que deixou o PSDB para se filiar ao PSB e fazer parte da construção do palanque do presidente Lula. ”Estou dando um exemplo de um estado. Tem mais de 15 estados do Brasil onde a gente está fazendo tudo de forma absolutamente alinhada”, pontuou o prefeito.
Liderança nacional
Ele reforçou também a sua liderança como presidente nacional do PSB, partido do vice-presidente da república, Geraldo Alckmin, e ressaltou o diálogo com o presidente Lula na corrida para as eleições de 2026. “Não é uma relação artificial que vai ser criada para uma eleição. A gente está montando a eleição no Brasil inteiro de forma conjunta. Eu como presidente nacional do partido, e Edinho, como presidente nacional do PT, em um diálogo extremamente harmônico. Então, estou muito tranquilo”, disse.