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Caso Master: Toffoli determina que material apreendido pela PF fique com a PGR

Ministro do STF autorizou uma segunda ação de busca e apreensão nos endereços do Daniel Vorcaro nesta quarta (14)

Por Diario de Pernambuco

Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF)

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, na noite desta quarta-feira (14), que o material apreendido pela Polícia Federal nas investigações do caso Banco Master seja guardado na Procuradoria-Geral da República (PGR), e não no STF, como havia decidido anteriormente.

Na tarde desta quarta, após a existência de suspeitas de "novos ilícitos" cometidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro ser mencionada ao ministro pela Polícia Federal, Dias Toffoli autorizou uma segunda ação de busca e apreensão nos endereços do empresário.

A ação foi cumprida na segunda fase da Operação Compliance Zero. Inicialmente, Toffoli havia negado o pedido de busca e apreensão em Vorcaro por entender que ele já tinha sido alvo de operação em novembro, mas autorizou a nova incursão diante dos argumento da PF. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também foi favorável à medida.

A segunda fase da operação sobre um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master também incluiu buscas em endereços ligados a parentes de Daniel Vorcaro, incluindo o pai, a irmã e o cunhado dele.

O envio do material apreendido ao STF foi determinado na decisão que autorizou a operação. A PF, no entanto, solicitou que a decisão fosse revista, apontando que a operação poderia ser frustrada caso o material não fosse submetido à perícia.

A PGR, então, deu parecer pela revisão da decisão de Toffoli, pedindo que o material ficasse com a polícia, além de pedir autorização para extração e análise das provas colhidas.

Foram apreendidos nesta quarta: 39 aparelhos celulares, incluindo o de Vorcaro; 31 computadores; 30 armas; R$ 645 mil em espécie; e 23 veículos, avaliados em R$ 16 milhões.

Também foram alvos da segunda fase da investigação sobre o Banco Master o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos.

Procurada, a defesa Vorcaro reiterou que seu cliente tem colaborado com as autoridades, além de ter "interesse no esclarecimento completo dos fatos".

Com informações do g1.