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Dilema diplomático: o equilíbrio do Brasil entre EUA e Venezuela

A invasão dos EUA na Venezuela reacende tensões diplomáticas e coloca o Brasil em posição delicada

Por Eduarda Esposito - Correio Braziliense

Para o Itamaraty, "não há 'escalada de tensão' entre o Brasil e os Estados Unidos" e posição adotada é a tradição da política externa

O Brasil entrou em um momento delicado da diplomacia internacional com a invasão dos Estados Unidos à Venezuela. Pouco tempo após sanar o tarifaço aplicado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, o país se vê, agora, em um período complicado devido aos ataques e ameaças dos EUA aos países vizinhos Venezuela e Colômbia.

O Brasil se posicionou a favor da soberania nacional de cada país e, em manifestação conjunta com México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha, ressaltou a preocupação com precedente aberto no episódio do começo de janeiro e com o rechaço do direito internacional. E especialistas acreditam que a tensão não deve diminuir em 2026, já que as eleições da Colômbia e do Brasil se aproximam, e apostam que Donald Trump deve manter pressão nas regiões que favoreçam seus interesses estratégicos.

O conselheiro e diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig), Márcio Coimbra, acredita que a invasão da Venezuela tensiona a relação entre o Brasil e os EUA e que não são assuntos separados. "Não é um assunto separado, mas, sim, o ponto de partida para uma reconfiguração regional que afeta diretamente o Brasil, embora o impacto diplomático tenha nuances diferentes em comparação a um eventual ataque à Colômbia", disse.


Confira as informações no Correio Braziliense.