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Beto Lago: a incoerência palpável das federações no 'caso Ednaldo'

Afastamento do presidente da CBF pela Justiça fez federações lançarem movimento por mudança, dois meses após de Ednaldo ser eleito com 100% dos votos

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Pulando do barco 
No dia 24 de março, Ednaldo Rodrigues foi reeleito, por aclamação, para mais um mandato na presidência da CBF. Em um colégio eleitoral composto por federações e clubes das Séries A e B, obteve impressionantes 100% dos votos. Contudo, quase dois meses depois, um manifesto de 19 das 27 federações clama por “estabilidade, renovação e descentralização do futebol brasileiro”, anunciando o desejo de construir uma nova candidatura à presidência da entidade. Querem sair logo do barco. A incoerência é palpável: essas federações, com o apoio de alguns clubes, que agora criticam a gestão, foram as mesmas que elevaram Ednaldo ao comando do barco.

[SAIBAMAIS]Nos discursos, antes e após sua reeleição, dirigentes enalteceram o trabalho por um futebol mais inclusivo e livre de discriminação, a promessa da chapa reeleita. Entretanto, o entusiasmo desses presidentes logo se converteu em uma demanda por mudanças significativas, se aproveitando da queda do dirigente. A crise atual do futebol nacional é uma consequência direta de uma gestão que, até então, contava com o respaldo inabalável desses mesmos dirigentes - independentemente de quais vantagens ou benefícios tenham sido adquiridos. Dada a influência que Ednaldo Rodrigues exerce nas instâncias jurídicas superiores, não seria surpresa se ele retornasse ao comando da CBF, mesmo diante da urgência da nova eleição convocada pelo desembargador. Fica a pergunta: como Carlo Ancelotti, o novo técnico da Seleção Brasileira, está observando toda essa conturbada dança política? 

Novos candidatos à vista 
O interventor da CBF, Fernando Sarney, agiu rapidamente e convocou eleições para o dia 25 de maio, colocando o foco na transição de liderança. Dois nomes já surgiram como potenciais candidatos: Flávio Zveiter, filho do desembargador do TJRJ, Luiz Zveiter, e amigo de Gabriel de Oliveira, responsável pelo afastamento de Ednaldo Rodrigues; e Samir Xaud, filho de Zeca Xaud, que preside a Federação Roraimense de Futebol há mais de quatro décadas. 

Duelo mais difícil  
O Sport terá uma missão mais complicada do Trio de Ferro, encarando o Ceará, sábado, no Castelão. Após semana tumultuada, essa partida vai revelar o que o técnico António Oliveira pode trazer de novo para o rubro-negro. Uma vitória seria não apenas a primeira na Série A, mas também colocaria fim a um tabu que perdura desde 2004, quando o Sport não vence o alvinegro na capital cearense.

Timbu no RS e equilíbrio em Caruaru 
Na Série C, o Náutico também busca a sua primeira vitória fora de casa, enfrentando o Ypiranga no Colosso da Lagoa. Com desfalques significativos e um elenco reduzido, a missão será árdua, especialmente na luta para se afastar do Z4. Já no domingo, Caruaru será palco do duelo entre Central e Santa Cruz. O gramado desfavorável pode dificultar o toque de bola, mas o Tricolor contará com o apoio de sua torcida. A Patativa, embalada, busca alçar voo na Série D, enquanto o equilíbrio promete uma partida acirrada.