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"Tem que demolir tudo", clama vizinho do Conjunto Beira Mar
Seu Severino Ramos acordou com o estrondo do desabamento do bloco D10 e chegou a temer pela vida da sua filha, dona de uma loja nas proximidades
“Escutei um barulho feito um forte trovão quando me acordei”, contou Severino Ramos, de anos, que mora próximo ao bloco D10 do Conjunto Beira Mar. Quando tomou consciência de que o estrondo era de um prédio desabando, bateu o desespero. Sua filha tem uma lojinha próxima ao bloco.
“Felizmente, não foi para o lado dela”, falou com alívio, mas sem esconder o medo de que algo pior volte a acontecer no Beira Mar e seus prédios caixões interditados por risco de desabamento. "Tem que demolir tudo".
Histórico
A preocupação de seu Severino é compartilhada por várias pessoas que moram no próprio conjunto, residem ou têm comércio no entorno. E não é de hoje. Desde o desabamento do bloco D7, no dia 6 de julho de 2023, que matou 14 pessoas, ninguém nas proximidades tem mais sossego.
Sobre os 32 blocos interditados pela Defesa Civil de Paulista no Conjunto Beira Mar, vários deles com muitas rachaduras expostas nas suas estruturas, seu Severino dá a solução: “Tem que demolir tudo pra não matar todo mundo. Já matou 14”, concluiu.