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Secretaria Estadual de Saúde lança Plano de Enfrentamento das Arboviroses após alta de casos em 2024

A iniciativa visa organizar equipes de saúde nos períodos mais críticos do ano para enfrentar a proliferação das doenças

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Em Pernambuco, em 2024, foram 12.884 casos de dnegue registrados, sendo 221 graves
Após registrar 4.530 casos e 17 mortes por arboviroses em 2024, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) lançou o  Plano de Enfrentamento das Arboviroses 2025/2026. O documento analisa os cenários existentes e prevê a organização de equipe para enfrentar os períodos de sazonalidade de doenças como dengue, zika,  febre do oropouche e chikungunya. 

Assim como os outros estados, Pernambuco teve um aumento de casos de arboviroses em Pernambuco, principalmente entre os meses de março e julho de 2024. A SES destaca que o enfrentamento dessas doenças requer  ações  integradas  e  sistemáticas,  que serão  orientadas a partir do Plano  de  Enfrentamento,  por  meio  de  colaborações  intersetoriais,  controle  vetorial,  manejo  clínico adequado  e  envolvimento  da população.  

No  documento, a pasta  detalha o perfil epidemiológico e entomológico das arboviroses,  a organização da rede de saúde para atendimento e um plano de ação para o enfrentamento  de  possíveis epidemias.

“O Plano de Enfrentamento  das Arboviroses  é  um documento  fundamental  para organizar a rede e as equipes para a sazonalidade deste grupo de doenças. Ele traz, além de  uma  análise  crítica  do  cenário epidemiológico, organização das fases de resposta e as respostas em si por setores. O  plano  está  construído  para os anos de 2025 e 2026 e é vivo,  podendo  ser  atualizado para novas orientações ou novos  fatos  que  surgirem”,  reforçou o diretor geral de Vigilância  Ambiental, Eduardo Bezerra.

No Estado, a dengue está presente desde 1987, com surtos epidêmicos marcantes em anos como 1997, 1998, 2002, 2015 e 2016. Os anos de 2015 e 2016 foram especialmente complexos devido à circulação conjunta dos recém-introduzidos chikungunya, zika e os quatro sorotipos da dengue. 

As condições climáticas, a falta de saneamento adequado e o acúmulo de lixo nas ruas contribuem para a proliferação do Aedes aegypti, aumentando o risco de epidemias. Em Pernambuco, em 2024, foram 12.884 casos registrados, sendo 221 graves. Além disso, 12 mortes foram contabilizadas.

O ano de 2024 também representou um desafio para as equipes de Vigilância em Saúde, com a ocorrência de casos de uma nova doença, até então nunca identificada no Estado, a Febre do Oropouche. 

Os primeiros casos do agravo, considerado endêmico na Região Amazônica e caracterizado como uma arbovirose que possui como principal transmissor em ambiente urbano o mosquito Culicoides paraensis, também conhecido como maruim, foram registrados no mês de maio. 

Além disso, a secretaria destaca que a Febre do Oropouche trouxe uma nova preocupação ao estado com a confirmação de transmissão vertical (da mãe para o feto) e perda gestacional. O Plano apresenta um capítulo específico dedicado às orientações para vigilância da doença, investigação e o monitoramento dos casos em gestantes e de eventos gestacionais decorrentes da transmissão vertical. No Estado, a doença está presente em 31 municípios, espalhados na Zona da Mata Sul, Mata Norte, Região Metropolitana e no Agreste.  

Outra doença que está sendo monitorada pela secretaria, através da Diretoria Geral de Vigilância  Ambiental, é a febre amarela. As ações são voltadas para a prevenção de sua urbanização, visto que a transmissão ocorre predominantemente  no  ciclo  silvestre,  mas  quando  é  vista em  ambiente  urbano,  provoca grande preocupação.

Outro arbovírus emergente é a febre do Nilo Ocidental, que já teve casos  humanos  e  epizootias registrados  no  Brasil,  porém sem casos em Pernambuco. Segundo a SES, o Plano  Estadual conta com eixos que  darão  diretrizes  para  as ações  de  Vigilâncias  Epidemiológica,   Entomológica   e Laboratorial;  Linhas  de  Cuidado  (Atenção  Primária,  Secundária  e  Terciária);  Educação em Saúde e Comunicação em Saúde. 

Como o Plano vai funcionar

As ações serão organizadas  com  base  nas  seguintes classificações: resposta inicial, alerta e emergência.

A resposta inicial (nível 1) será ativada quando identificado o aumento da incidência de casos prováveis de arboviroses, com base no diagrama de controle, por quatro semanas epidemiológicas consecutivas e com positividade laboratorial entre 20% e 40% das amostras. Além disso, o monitoramento se dará também a partir da identificação da reintrodução de sorotipos ou cepas dessas doenças. 

Já o alerta (nível 2) terá sua ativação realizada a partir da incidência de dengue e/ou Chikungunya ultrapassando o limite máximo no diagrama de controle por quatro semanas consecutivas ou mais; necessidade de abertura de leitos para assistência aos casos graves; caso confirmado laboratorialmente (RT-PCR) de Zika; Epidemias simultâneas de dois ou mais agravos e positividade laboratorial acima de 40% das amostras. 

A resposta de emergência (nível 3) será acionada com a visualização da permanência das notificações acima da linha superior do diagrama de controle com permanência do cenário de aumento de casos; identificação da mortalidade (?) 0,06/100 mil habitantes e letalidade ? 1,0/100 mil casos.