{{channel}}
Camponeses ocupam o Incra durante lançamento da publicação Conflitos no Campo Brasil 2023
Os agricultores esperam dialogar com o Superintendente Givaldo Cavalcante, e cobrar esforços para avançar com a Reforma Agrária
Cerca de 400 camponeses apoiados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), de diversas regiões do estado, ocuparam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Recife, na manhã desta terça-feira, 30.
A ação acontece no mesmo momento em que é realizado o lançamento estadual da publicação Conflitos no Campo Brasil 2023, da CPT, e é motivada pelo contexto de conflitos agrários, ameaças de despejo e violência no campo.
A situação é particularmente mais grave na Zona da Mata e Região Metropolitana do Recife, que concentraram 67% das ocorrências de conflitos no campo em Pernambuco no ano passado.
Com a mobilização, os agricultores esperam dialogar com o Superintendente da autarquia, Givaldo Cavalcante, para cobrar esforços para a retomada das vistorias e avançar na desapropriação de imóveis para fins de Reforma Agrária, especialmente as áreas consideradas mais críticas, com risco iminente de remoção forçada e de violência.
“As famílias das áreas em conflito no estado, durante o lançamento da publicação Conflitos no Campo Brasil, aproveitaram para ocupar o Incra e exigir reunião com o Superintendente para saber como andam os processos de desapropriação encaminhados durante a construção do Plano Estratégico do Ministério do Desenvolvimento Agrário/Incra no início do ano”, detalha Plácido Junior, agente pastoral da CPT.
Durante a ocupação, os agricultores também tomaram o auditório do Incra para acompanhar a apresentação dos dados dos conflitos ocorridos em Pernambuco no ano de 2023.
De acordo com o levantamento feito pela CPT, 18.301 pessoas, incluindo camponeses, pescadores, trabalhadores rurais, sem-terra, indígenas, quilombolas e outras identidades camponesas foram afetados pelos conflitos agrários no estado em 2023.
O número representa uma média de 50 pessoas por dia envolvidas em conflitos no campo no estado no ano passado.