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Cratera em acesso à Via Mangue causa engarrafamento e dificulta tráfego na Zona Sul do Recife
O engarrafamento acontece na Rua Dom João VI, na altura do Parcão no Shopping Recife.
Recifenses que se deslocaram para a área central da capital pela Via Mangue, na manhã desta quarta-feira (19), se depararam com um engarrafamento em toda a Rua Dom João VI, na altura do Parcão no Shopping Recife.
É que nessa terça-feira (18) uma cratera se abriu, prejudicando o trânsito no local.
O Diario passou pelas imediações. Com a cratera, uma das duas faixas ficou interditada, somando com o semáforo, a reportagem identificou um congestionamento de 30 minutos para conseguir acessar a Via Mangue.
A Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) recomendou que os motoristas evitem seguir pelo local, mas afirmou que há agentes na via para dar assistência aos condutores.
Procurada pelo Diario, a Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) informou que “já iniciou os reparos de responsabilidade do órgão para que a Compesa finalize o serviço de sua competência”.
Segundo a autarquia, os serviços devem ser finalizados até esta quinta-feira (20).
O que dizem Emlurb e Compesa
Em nota, a Emlurb informou que em 2022, a Compesa, através da empresa parceira, BRK Ambiental, executou a obra de implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES), no bairro de Boa Viagem, compreendendo a Av. Dom João VI, onde a cratera se abriu.
A autarquia relatou que durante a execução do assentamento da tubulação de esgoto, a empresa contratada pela Compesa causou dano a uma rede de drenagem da Emlurb e solucionou o problema construindo uma "caixa cega", de maneira a permitir o fluxo das águas pluviais ao canal que margeia a via.
Também informou que não foi comunicada desse dano e, ainda, afirmou que a cratera abriu por conta desta caixa cega, que não estava totalmente íntegra e devidamente vedada.
Em respostas a informações repassadas pela Emlurb de que a cratera se abriu por causa de um serviço feito, em 2022, por uma prestadora de serviço, a Compesa emitiu uma nota de esclarecimento.
A companhia disse que “um abatimento no asfalto pode ser decorrente de vários fatores” e que “neste caso específico, o afundamento na via ocorre na rede de drenagem, serviço gerenciado pela Emlurb”.
A empresa afirmou que duas equipes foram mobilizadas para vistoriar o local. “Foi verificado que não há extravasamento de esgoto que pudesse ter contribuído com a avaria apresentada no pavimento. Portanto, as duas redes estão intactas e sem qualquer anormalidade”, disse em nota.
Também comunicou que “para comprovar a culpabilidade imputada pela Emlurb, seria necessário a realização de uma perícia, pois não é possível sustentar essa possibilidade apenas com análises visuais”. E acrescentou que “reconhece a sua obrigação, como empresa estatal, de atuar de forma célere para solucionar as ocorrências nas redes de infraestrutura hídrica e de esgotamento sanitário, inclusive na correção de eventuais falhas em ações sob a sua supervisão”.
“Quando é da competência da empresa, as questões são avaliadas e prontamente solucionadas”, continuaram. E concluíram a nota informando que “independentemente da causa do abatimento, a Compesa determinou a presença de equipes no local durante a execução dos serviços de drenagem pela Emlurb, prontas para atuar na eventualidade de alguma ação emergencial que demande ajustes nas redes de água e esgoto”, na região.