Hamas adia libertação dos próximos reféns israelenses
O grupo também rejeitou as declarações feitas por Trump quando voltou a dizer que quer retirar os palestinos de Gaza
Nesta segunda-feira (10), o braço armado do Hamas anunciou que irá adiar, até novo aviso, a próxima libertação de reféns israelenses mantidos na Faixa de Gaza. A libertação também esta sujeita, conforme o acordo de cessar fogo entre as partes, a troca da liberação de palestinos detidos em Israel.
“A libertação dos prisioneiros que estava marcada para o próximo sábado, 15 de fevereiro de 2025, é adiada até novo aviso enquanto se espera que a ocupação israelense cumpra as suas obrigações”, declarou Abou Obeida, porta-voz das Brigadas Ezzedine al-Qassam.
O grupo também rejeitou as declarações feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no último domingo, quando voltou a dizer que quer retirar os palestinos de Gaza e tomar a região. “Estou comprometido em comprar e possuir o território, embora tenha convidado outros países a reconstruir o enclave. Quanto à reconstrução, podemos dá-la a outros países do Oriente Médio para construírem partes”, indicou Trump
"Condenamos as declarações de Trump sobre comprar e possuir Gaza, que refletem uma profunda ignorância sobre a Palestina e a região. Gaza não é uma propriedade que possa ser comprada e vendida, é parte integrante da nossa terra palestina ocupada. A Faixa de Gaza pertence ao seu povo e não a abandonará, sendo a única forma dos palestinos abandonarem voluntariamente o enclave é se puderem regressar às casas nas cidades e vilas que Israel ocupou em 1948. Tratar a questão palestina com a mentalidade de um agente imobiliário é uma receita para o fracasso, e o nosso povo vai frustrar todos os planos de deslocação e deportação", disse Izat al-Rishq, dirigente da ala política do Hamas.
Outro alto membro do Hamas em Gaza, Khalilal-Hayya, reiterou que os planos do Ocidente, dos Estados Unidos e do presidente do norte-americano para Gaza estavam condenados. "Nós vamos enfrentá-los assim como enfrentamos os planos anteriores a estes", apontou Hayya.
A maioria dos países do Oriente Médio, assim como do Ocidente, não apóia e rejeita categoricamente o plano de Trump de retirar os palestinos da sua terra e comprar Gaza.