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China realiza manobras militares na costa de Taiwan com uso de artilharia

China e Taiwan vivem como dois territórios autônomos desde 1949

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Pequim, que considera Taiwan parte do seu território e que deve ser reunificada

Segundo as autoridades de Taiwan, Pequim realizou nas últimas 24 horas manobras de exercícios militares ao largo da costa sul da ilha, com o uso de artilharia.

O Ministério da Defesa Nacional de Taiwan comunicou que foi um total de 45 aviões e 14 navios de guerra chineses na região sudoeste de Kaohsiung e Pingtung. O governo de Taipé condenou os exercícios militares chineses, que envolveram fogo real e dezenas de aviões e navios de guerra. 

"A China é o maior fator de perturbação da paz e da estabilidade regionais e a única e maior ameaça à paz e à estabilidade no Estreito de Taiwan e na região do Indo-Pacífico", disse o Ministério das Relações Exteriores de Taiwan, apelando ainda a agir  racionalmente e com moderação e que cesse imediatamente os atos de provocação militar na região.

Por outro lado, o porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Wu Qian, declarou hoje que o país não vai abdicar ao uso da força para travar a independência de Taiwan. "Não prometemos renunciar ao uso da força contra atividades separatistas que visam à independência de Taiwan e a interferência externa nos assuntos da China", indicou Qian, numa conferência de imprensa, em resposta a uma pergunta sobre as declarações de Washington.

Isto porque os Estados Unidos disseram que os exercícios militares em torno de Taiwan podem ser usados para ocultar um ataque real.

China e Taiwan vivem como dois territórios autônomos desde 1949, quando o ex-governo nacionalista chinês se refugiou na ilha, depois da derrota na guerra civil contra os comunistas.

Pequim, que considera Taiwan parte do seu território e que deve ser reunificada, pela força se necessário, aumentou, nos últimos anos, a atividade militar em torno das águas e do espaço aéreo da ilha.