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Israel anuncia que voto sobre acordo de tréguas será na sexta-feira

Votação estava prevista para hoje, mas foi adiada, uma vez que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netayahu, acusa o Hamas de recuar em alguns pontos

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Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netayahu
O governo israelense anunciou que se reunirá na sexta-feira (17) para votar o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza.
 
A votação estava prevista para hoje, no entanto foi adiada, uma vez que com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netayahu, acusa o Hamas de recuar em alguns pontos do documento na última hora.

"O gabinete de segurança israelita não se reúne até que os mediadores notifiquem Israel de que o Hamas aceitou todos os pontos do acordo", disse o comunicado divulgado nesta quinta-feira.

Já fontes norte-americanas de Washington afirmaram que as pendências sobre quais os prisioneiros palestinos que serão libertados já foram resolvidas, estando o acordo finalizado. 

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, admitiu a existência de algumas pequenas questões que estão sendo resolvidas. Mas, o chefe da diplomacia acredita que o acordo vai ser implementado a partir de domingo, como planejado e assegurou que somente alguns detalhes estão sendo finalizados. "Não é surpreendente que num processo, em uma negociação, que tem sido tão difícil, haja problemas. Estamos buscando solucionar r este problema neste preciso momento", avançou Blinken, sem mencionar mais pormenores.

Por outro lado, Netanyahu considera que o acordo poderá redundar em derrota, caso se confirme que Israel aceitou se retirar militarmente do corredor da Filadélfia, uma faixa de segurança na fronteira entre Gaza e o Egito.

O ministro dos Assuntos da Diáspora, Amichai Chikli, ameaçou deixar o governo se houver uma retirada do corredor antes dos objetivos de guerra ser alcançados. Estes incluem a libertação de todos os reféns e destruição do Hamas.

A retirada do corredor está prevista no acordo para o final da primeira fase, até ao 50º dia de cessar-fogo, após a entrega dos primeiros 33 reféns, mas antes do regresso dos reféns masculinos.

A demissão de Chikli pode se tornar um embaraço e um impasse para Netanyahu, porque outros dos seus ministros da coligação, da extrema-direita, fizeram a mesma. 

O acordo de cessar-fogo anunciado na quarta-feira é avaliado pelos especialistas como extremamente frágil e pode fracassar se qualquer uma das partes não chegar a um consenso para a segunda e terceira fases. O braço armado do Hamas já avisou que qualquer agressão israelense coloca em perigo os reféns.