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Forças israelenses destroem mesquita na Cisjordânia
A operação militar, chamada "Muralha de Ferro", se concentra na cidade de Jenin, a terceira maior da Cisjordânia
As forças israelenses prosseguem, pelo oitavo dia consecutivo, uma violenta incursão na cidade e no campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia.
Durante a operação, uma mesquita de Hamza em Jenin foi demolida. As tropas israelenses também invadiram casas na parte oriental do campo, enquanto os escavadoras continuavam a destruir infraestruturas nos bairros de al-Hawashin e al-Alup.
A operação militar, chamada “Muralha de Ferro”, se concentra na cidade de Jenin, a terceira maior da Cisjordânia, e já forçou centenas de moradores a deixarem suas casas, algumas delas demolidas por militares de Israel.
O porta-voz do escritório de Direitos Humanos da ONU, Thameen Al-Kheetan, advertiu que a incursão militar israelense já matou mais de dez civis e feriu dezenas de palestinos. Dentre os feridos estão ainda um médico e duas enfermeiras, segundo a organização Crescente Vermelho Palestino, braço na região da Cruz Vermelha Internacional.
As Nações Unidas manifestou profunda preocupação com a situação na Cisjordânia e apelou pelo fim imediato da violência na região e aos países, com influência, que façam de tudo para garantir a paz no Oriente Médio.
Um comunicado da ONU também afirmou que decorrem vários bombardeios e até disparos com arma de fogo contra residentes desarmados que tentam fugir do tiroteio. “Os militares israelenses usam força letal desproporcionalmente”, alertou Al-Kheetan.
Segundo a ONU, os incidentes violam a lei internacional de direitos humanos quando Israel tem a obrigação de proteger a população no território palestino. O Escritório de Direitos Humanos da ONU pediu uma investigação independente de todos os assassinatos e garante que Israel estaria arriscando o encorajamento de recorrências desses crimes ao falhar na prestação de contas de suas forças militares. E, além disso, os assentamentos de colonos israelenses na Cisjordânia são ilegais e devem ser eliminados.
A diretora do Centro de Informação da ONU em Genebra, sede do Escritório de Direitos Humanos, Alessandra Vellucci, reiterou que o Conselho de Segurança emitiu uma declaração, em 20 de janeiro, afirmando que a escalada da violência na Cisjordânia segue piorando. Para a ONU, os incidentes podem ainda acabar repercutindo no cessar-fogo na Faixa de Gaza.