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ONU denuncia Israel por tortura de prisioneiros palestinos

Relatório aponta que os palestinos detidos pelas autoridades israelenses enfrentam vários métodos de tortura, incluindo choques elétricos e simulação de afogamento

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Até o final de junho, mais de 9.400 palestinos estavam detidos nos serviços prisionais em Israel

A agência da Organização das Nações Unidas para os direitos humanos divulgou nesta quarta-feira um relatório que aponta que os palestinos detidos pelas autoridades israelenses desde o dia 07 de outubro enfrentam vários métodos de tortura, incluindo choques elétricos e simulação de afogamento.

 

“Os testemunhos recolhidos pelo meu gabinete e outras entidades indicam um leque de atuações tremendas, como simulação de afogamento, libertação de cães contra os detidos, entre outras situações, numa flagrante violação dos direitos humanos internacionais e da lei humanitária internacional”, declarou Volker Türk, alto comissário das Nações Unidas para os direitos humanos.

O relatório indica ainda que os serviços prisionais em Israel detiveram desde esse período e até finais de junho mais de 9.400 palestinos por motivos de ‘segurança’, com muitos mantidos em segredo sem acesso a advogados ou respeito pelos direitos legais.

 

 

Reunião de urgência na ONU

 

Também hoje o Conselho de Segurança da ONU anunciou que se reúne hoje para discutir a situação no Oriente Médio. A reunião de emergência foi pedida pelo Irã, após a morte do líder político do Hamas, Ismail Haniyeh, vítima de um ataque em Teerã.

 

O pedido foi apoiado pela Argélia, China e a Rússia, que este mês preside o Conselho de Segurança. O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, afirmou que seu país condena nos termos mais fortes a agressão do regime sionista representada pelo assassinato do Sr. Haniyeh.

 

“Teerã apela ao Conselho para condenar inequivocamente e firmemente os atos de agressão e ataques terroristas do regime israelita contra a soberania e integridade territorial do Irã, bem como os recentes atos de agressão contra a soberania e integridade territorial do Líbano e da Síria. O Irã quer que a ONU tome medidas imediatas para garantir a responsabilização por estas violações do direito internacional, incluindo a possibilidade de impor sanções e outras medidas para prevenir outros ataques", disse Iravani.

 

O governo iraniano e o Hamas atribuíram o ataque que matou Haniyeh a Israel e prometeram vingar a sua morte, levantando receios da comunidade internacional de uma escalada do conflito na região.