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Em março, Pernambuco registrou saldo negativo de 3.478 empregos formais

No período, apenas três estados do Nordeste registraram saldo positivo na geração de empregos formais

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Em março de 2025, Pernambuco registrou queda de 3.478 empregos formais, de acordo com dados divulgados pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) nesta quarta-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O número foi resultado das 49.384 admissões e 52.862 desligamentos durante o mês no estado. 

No período, apenas três estados, entre os nove que fazem parte da região Nordeste, registraram saldo positivo na geração de postos de trabalho formais. Entre eles, a Bahia liderou os dados de geração de empregos com carteira assinada, com a geração de 2.998 vagas; seguida pelo Piauí, com a geração de 1.730; e Maranhão, que criou 1.106 vagas. No mês passado, o Nordeste foi a única região do país a registrar perda, com retração de -13.199 postos. 

Entre os cinco grandes grupamentos, em Pernambuco, o setor de indústria foi responsável por puxar para baixo o fluxo na geração de empregos, com saldo negativo de -4.092, seguido pela Agropecuária (-1.521) e Comércio (-999). Em contrapartida, os setores que registraram crescimento na geração de postos formais foram: Serviços (2.397) e Construção (737). 

Recife 

Já a capital pernambucana, na contramão do movimento de retração, registrou saldo positivo no número de empregos formais com a contratação de 1.044 novos postos de trabalho. O número é resultado de 17.645 admissões e 16.601 desligamentos, elevando o estoque de empregos na cidade para 566.336.

No mês, o setor de serviços se destacou com um saldo positivo de 1.385 empregos, resultado de 11.944 contratações e 10.559 desligamentos.

"Esses dados continuam a confirmar o perfil econômico da nossa cidade. Com base nesse tipo de informação é que a Secretaria reforça suas ações de articulação na atração de novos investimentos e novas operações na cidade gerando, assim, novas oportunidades de empregabilidade", pontua o secretário de Desenvolvimento Econômico do Recife, Carlos Andrade Lima.  A construção civil também apresentou desempenho positivo, com 175 vagas líquidas, seguida pela indústria. 

Já o comércio apresentou retração, com a redução líquida de 526 vagas no período, sobretudo no setor varejista. De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Recife, esse comportamento segue a tendência dos meses de março, quando o setor não está aquecido. 

Para os meses de abril e maio, a projeção de dados do Caged deve seguir um comportamento natural registrado todos os anos, com aumento no setor impulsionado pela data comemorativa ao Dia das Mães. 

Brasil 

No cenário nacional, o país encerrou o mês de março com saldo positivo de 71.576 empregos com carteira assinada. O dado é resultado de 2.234.662 admissões e de 2.163.086 desligamentos.
 
Em março de 2024, o saldo positivo foi de 244.315 empregos. De acordo com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, a diferença pode ser explicada pelo fato de o carnaval deste ano ter caído em março, em vez de fevereiro, como normalmente ocorre. 
 
No Brasil, três dos cinco grandes setores apresentaram saldo negativo. O destaque foi para o setor de Serviços, que criou 52.459 postos, seguido setor da Construção (21.946) e Indústria (13.131). Por outro lado, a queda no número de postos formais de emprego foi registrada no Comércio (-10.310) e Agropecuária (-5.644).