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Caso Ana Luiza: menina foi estuprada e morreu sufocada, diz polícia

Suspeito será indiciado por quatro crimes: estupro de vulnerável, fraude processual, corrupção de menores e homicídio por motivo torpe

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Exames do IML confirmaram que Ana Luíza foi estuprada e morta

O assassinato da menina Ana Luiza Gomes, de 12 anos, cujo corpo foi deixado no passeio, à frente de uma casa, no Bairro Bela Vitória, na Região Nordeste de Belo Horizonte, foi esclarecido pela Polícia Civil (PCMG), que indiciou Davi Martins Santos, 25, por quatro crimes: estupro de vulnerável, fraude processual, corrupção de menores e homicídio por motivo torpe. A pena máxima pode chegar a 58 anos de prisão. De acordo com a investigação, a vítima foi estuprada e sufocada. 

 

As investigações foram feitas pelos policiais da Delegacia de Homicídios Leste, com inquérito presidido pelo delegado Leandro Alves Santos, e que teve fundamental participação da perícia da Polícia Civil, que conseguiu provas cabais contra o indiciado.

 

O delegado lembra que Davi, no dia do crime, inventou uma história dizendo que tinha ajudado a menina, que estava passando mal e precisava beber água, levando-a até sua casa, e que Ana Luiza tinha cheirado "loló", passado mal e que ele a levou para fora da casa para pedir ajuda. Alegou ainda que ele tinha chamado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

 

No entanto, segundo o delegado, a história é completamente diferente, o que foi confirmado pelos exames realizados no Instituto Médico Legal (IML). “O suspeito sempre contou histórias evasivas”.

 

O resultados dos exames provam que tudo que foi falado pelo suspeito era mentira, segundo o delegado. “Os exames confirmaram que houve estupro e o DNA mostra que o sêmen encontrado é o de Davi. Outro ponto importante é que os exames comprovaram que Ana Luiza teve uma convulsão por ter tido o tórax comprimido, o que se supõe que ocorreu durante o estupro”.

 

Ainda de acordo com a investigação, os exames confirmaram que a menina morreu três horas antes do instante em que foi colocada na rua. “Ele colocou o corpo em frente ao muro da casa vizinha a dele, que na verdade é de sua avó”. 

 

Segundo o perito Geovane Vitral, o corpo, ao chegar ao IML, já tinha rigidez cadavérica. “Pelos exames, ela tinha morrido cerca de cinco horas antes de chegar”, explica.

 

 

Reincidência

 

O delegado ressalta que os exames no IML foram ainda mais eficazes quando confrontaram outro exame feito, em 2021, e que tinha como autor o mesmo suspeito, Davi.

 

 

Confira as informações no Estado de Minas.