Ataque ucraniano atinge novamente refinaria de Moscou e causa explosão
Segundo a Rússia, o sistema de defesa aéreo do país destruiu e interceptou 555 drones só nesta quinta-feira (18)
Pela segunda vez esta semana, drones ucranianos atingiram hoje uma refinaria de petróleo de Moscou, provocando uma grande explosão e lançando chamas e colunas de fumaça no bairro de Kapotnya, no sudeste da capital russa. Este é o maior ataque contra Moscou em pelo menos dois anos, informou a agência de notícias oficial russa TASS.
A ofensiva acontece na ocasião em que o presidente russo, Vladimir Putin, começou a receber líderes asiáticos na cidade de Kazan para uma cúpula de dois dias entre a Rússia e a Associação de Nações do Sudeste Asiático.
O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, disse que cerca de 180 drones que se dirigiam para a cidade foram abatidos.
“As forças de defesa aérea continuam a combater um ataque em grande escala. Vários drones conseguiram atingir a MNPZ, uma das maiores refinarias de petróleo da Rússia”, relatou Sobyanin, acrescentando que um centro comercial, um prédio residencial, uma instalação industrial e várias casas particulares também foram danificadas.
Segundo a Rússia, o sistema de defesa aéreo do país destruiu e interceptou 555 drones só nesta quinta-feira (18) sobre várias regiões durante a noite. O Ministério do Interior comunicou que na capital russa o tráfego precisou ser interrompido nos arreadores da refinaria afetada, além do aeroporto de Sheremetyevo, o mais movimentado da cidade, suspendeu voos e evacuou os terminais temporariamente.
Na região fronteiriça russa de Belgorod, as autoridades comunicaram que um ataque com um drone ucraniano matou um homem dentro do seu carro. Enquanto na região de Rostov, no sul do país, um ataque com um drone ucraniano vitimou uma pessoa e causou um incêndio em dois estabelecimentos comerciais. Na quarta-feira, Moscou ainda acusou Kiev de bombardear um ônibus que transportava crianças bielorrussas, acusação que a Ucrânia rejeitou.
Tanto a Rússia quanto a Ucrânia negam ter atacado deliberadamente civis.
Já a MNPZ é uma refinaria que pertence à Gazpromneft, que assegura mais de um terço das necessidades de combustível para Moscou. O primeiro ataque, na terça-feira, já havia paralisado as operações na refinaria, agravando os danos generalizados nas instalações energéticas russas e estendendo a crise dos combustíveis ao interior do país.
A Rússia, o terceiro maior produtor de petróleo do mundo e um importante exportador de petróleo e combustíveis, deverá importar combustível por via marítima este mês, devido à escassez de gasolina após extensos ataques de drones ucranianos contra as suas refinarias. Em plena guerra, a economia russa enfrenta uma inflação elevada, escassez de mão-de-obra e custos elevados de empréstimos.
Por outro lado, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, considera que o ataque à refinaria MNPZ é uma resposta justa. "Uma resposta totalmente justa aos ataques russos contra as nossas cidades e comunidades e mais um resultado importante do trabalho dos nossos soldados em instalações que prestam apoio à máquina de guerra russa", afirmou.
Kiev também sofreu o segundo ataque aéreo desta semana, com o lançamento de mísseis balísticos contra a capital ucraniana, disseram as autoridades municipais, e os residentes foram aconselhados a procurar abrigo. As autoridades da cidade de Sumy, no nordeste da Ucrânia, informaram que uma pessoa morreu num ataque com um drone. Foram emitidos alertas de ataque aéreo para a maior parte do território ucraniano. Uma pessoa morreu na cidade ucraniana de Enerhodar, onde vive a maioria dos funcionários da central nuclear de Zaporizhzhia, controlada pela Rússia.
Durante a cúpula do G7 no início desta semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Rússia deveria fazer um acordo para pôr fim à guerra na Ucrânia.
Mas, Putin rejeitou repetidamente as ofertas de negociações diretas com Zelensky.