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Acordo entre EUA e Irã prevê reabertura do Estreito de Ormuz e alívio de sanções

Pacto para encerrar a guerra entrou em vigor imediatamente após a assinatura, disse o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que mediou as negociações

Por Estadão Conteúdo

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante a assinatura de um acordo com o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio, e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, segurando um documento que mostra um memorando de entendimento que ele assinou para encerrar a guerra no Oriente Médio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um acordo de paz com o Irã na quarta-feira, 17, que prevê que Teerã dilua seu estoque de urânio altamente enriquecido. Em contrapartida, a Casa Branca aliviará as sanções americanas contra o país persa, que ficará livre para retornar ao mercado global de petróleo, em uma grande concessão de Washington.

O pacto para encerrar a guerra entrou em vigor imediatamente após a assinatura, disse o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que mediou as negociações.

O texto prevê o fim permanente das hostilidades e inicia um prazo de 60 dias para negociações sobre o futuro do programa nuclear do Irã. O acerto permaneceu envolto em segredo e confusão desde que foi anunciado, no domingo, 14.

Autoridades americanas se recusaram a revelar detalhes, mesmo após dizerem que Trump e o vice-presidente americano, JD Vance, assinaram o documento de forma digital. Trump firmou uma cópia física na quarta-feira, durante um jantar com o presidente da França, Emmanuel Macron, em Versalhes. "Está assinado", disse Trump. "Isso não foi fácil."

Uma cerimônia oficial de assinatura estava planejada para a sexta-feira, 19, na Suíça, mas não se sabe se o evento será mantido. Os Estados Unidos, o Irã e o Paquistão deram informações conflitantes sobre o tema.

Em Teerã, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, assinou o documento com expressão séria, de acordo com a agência de notícias estatal Irna.

A íntegra do texto ainda não foi publicada pela Casa Branca ou pelo regime iraniano. O que se sabe até agora foi divulgado extraoficialmente por autoridades americanas e pela mídia oficial iraniana.

As fontes dos dois países informam que o acordo prevê o fim das hostilidades, a retomada das negociações sobre o programa nuclear iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz. A passagem marítima fica livre de pedágios por dois meses, mas o Irã poderá estabelecer taxas no futuro.

Em contrapartida, o governo americano suspenderá sanções contra o Irã, sem, no entanto, eliminá-las por completo. O texto também prevê a manutenção da integridade territorial do Líbano diante da invasão de Israel contra o grupo Hezbollah, aliado do Irã. O governo israelense, porém, rejeita deixar as áreas ocupadas no sul do Líbano.

O pacto também cria um fundo de US$ 300 bilhões para a reconstrução do Irã, mas o financiamento da iniciativa ainda depende do avanço das negociações.

A guerra começou no dia 28 de fevereiro, com um ataque lançado pelas forças americanas e israelenses contra o território iraniano. O objetivo declarado da ofensiva era impedir o país de desenvolver armamento nuclear. Durante o conflito, Trump citou outras motivações, como a derrubada do regime iraniano, o que não ocorreu, apesar do assassinato do aiatolá Ali Khamenei. O líder supremo do Irã foi logo substituído pelo filho, Mojtaba Khamenei.

O Irã alega que mantém um programa nuclear com fins pacíficos, mas é o único país que enriquece urânio a 60% sem declarar uso bélico da substância. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.