Líderes do G7 saúdam cooperação com o apoio a Ucrânia e ao acordo com Irã
O presidente francês afirmou que os líderes também concordaram em aumentar o fornecimento de capacidades e sistemas de defesa aérea para ajudar ainda mais Kiev
No cúpula do G7, na França, se destacou o alinhamento no discurso entre os Estados Unidos e os aliados ocidentais. Os líderes do grupo aprovaram uma declaração conjunta de apoio à Ucrânia e ao acordo alcançado no conflito entre Washington e Teerã. Os países das sete maiores economias mundiais também querem continuar a exercer pressão contra a Rússia, reduzir a dependência do Estreito de Ormuz e obter a estabilidade no Oriente Médio, em referência em especial aos ataques no sul do Líbano no conflito entre Israel e o Hezbollah.
O presidente francês Emmanuel Macron declarou que apesar do encontro ter um contexto extremamente difícil num mundo fragmentado, os líderes evitaram quaisquer desentendimentos e se concentraram na cooperação. Macron disse estar satisfeito com a reunião, que resultou numa tamanha convergência em relação à Ucrânia, considerando um verdadeiro progresso.
“O apoio inabalável à Ucrânia e o equilíbrio de poder mudou profundamente nos últimos meses, uma vez que a Ucrânia está a avançar e a resistir; e a Rússia está a recuar”, afirmou.
O presidente francês acrescentou que os líderes também concordaram em aumentar o fornecimento de capacidades e sistemas de defesa aérea para ajudar ainda mais Kiev e que apoiaram o pedido da Ucrânia para acordos de licenciamento, para que produzam parte deste equipamento por conta própria, assim como no apoio contínuo em matéria de infraestruturas energéticas e a sua luta para travar a frota fantasma da Rússia.
"A cúpula do G7 na França trouxe resultados importantes para a Ucrânia. O mais importante foi que concordamos com o reforço adicional da defesa aérea ucraniana. Serão tomadas novas medidas para pressionar a Rússia em relação à guerra, uma pressão em prol da paz. Os nossos parceiros garantirão o apoio à nossa defesa e resiliência energética", parabenizou Volodymyr Zelensky, presidente ucraniano.
Mas, apesar de não se opor às novas sanções e ao apoio à Ucrânia, o presidente norte-americano Donald Trump evitou assumir novos compromissos. No entanto, classificou a sua ida a reunião do G7 como um grande sucesso. "A viagem foi um grande sucesso, mas o que mais as pessoas queriam comentar era o fato do Irã já não ter armas nucleares e que o Estreito de Ormuz será imediatamente aberto!", publicou em sua rede social.
"Tive conversas muito boas com o presidente Zelensky e com o presidente Putin, e gostaríamos de ver esta guerra terminar. Terminei oito guerras e, para ser sincero, pensei que esta seria uma das mais fáceis, mas não se dão muito bem, o que torna tudo muito mais difícil", disse Trump, na reunião bilateral com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.
O presidente dos EUA, além disso, avançou que estuda sanções contra Moscou devido à queda do preço do petróleo.
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, também saudou a declaração conjunta do G7. "Esta é a primeira vez, desde que o presidente Trump assumiu o cargo, que emitimos uma declaração conjunta numa conferencia do G7 e encontramos uma linguagem comum sobre as principais questões de política externa e de segurança do nosso tempo. Isto define um novo tom no que diz respeito à unidade e determinação transatlânticas. Considero isso um verdadeiro sucesso", afirmou Merz.