EUA anunciam conversações com Cuba a pedido de Havana
Trump considera o regime comunista da ilha, que fica situada a apenas 150 quilômetros da costa da Flórida, uma ameaça extraordinária para a segurança nacional dos EUA
Nesta terça-feira (12), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que Cuba pediu ajuda a Washington e que os dois países vão conversar.
"Nenhum republicano alguma vez me falou sobre Cuba, que é um país falido e só vai numa direção: para baixo. Cuba está pedindo ajuda e vamos nos falar. Entretanto, parto para a China!", avisou na sua rede social, sem entrar em mais detalhes, antes de iniciar a visita oficial à Pequim, onde se reunirá com o líder chinês, Xi Jinping.
Depois de repetidas ameaças contra a ilha, incluindo a possibilidade de uma ofensiva e intervenção após militar após o fim do conflito contra o Irã, Trump já levantou ainda à possibilidade dos EUA assumirem o controle de Cuba num futuro próximo.
Enquanto isso, Washington também endureceu as sanções contra a ilha, medida fortemente criticada pelo governo de Havana, além do bloqueio petrolífero desde janeiro, o que agravou a crise energética que atinge o país.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, indicou na ocasião que estas medidas econômicas eram coercivas e ilegais e que não iriam intimidar as autoridades cubanas. Nas recentes comemorações do feriado de 1º de Maio houve um desfile em defesa da pátria que denunciava as ameaças de agressão militar norte-americana.
Além disso, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, disse, em meados de abril, que seu país estava preparado para enfrentar uma agressão militar dos EUA.
Por sua vez, Trump considera o regime comunista da ilha, que fica situada a apenas 150 quilômetros da costa da Flórida, uma ameaça extraordinária para a segurança nacional dos Estados Unidos, que aplica desde 1962 um embargo econômico ao país.