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Trump aponta para acordo iminente com o Irã após manter 'conversas muito positivas nas últimas horas'

Os Estados Unidos e o Irã estão imersos em um processo de diálogo mediado pelo Paquistão para tentar chegar a um acordo para o fim do conflito no Oriente Médio.

Por Estadão Conteúdo

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que as autoridades do Irã concordaram em desistir do desenvolvimento de armas nucleares e voltou a apontar para um acordo iminente entre os dois países, após ter mantido conversas "positivas" "nas últimas 24 horas".

"O Irã não pode ter armas nucleares, e não as terá; além disso, aceitou isso, entre outras coisas (...) Eles querem chegar a um acordo. Mantivemos conversas muito positivas nas últimas 24 horas, e é muito provável que cheguemos a um acordo", afirmou em declarações à imprensa a partir do Salão Oval, sem dar mais detalhes sobre essa suposta troca.

Anteriormente, o inquilino da Casa Branca garantiu que seu governo se apropriará do urânio enriquecido do Irã. "Vamos conseguir", disse ele durante um evento realizado na sede da Presidência em homenagem às mães de militares.

O presidente indicou nesta mesma quarta-feira que encerrará a operação "Fúria Épica" contra o Irã e suspenderá o bloqueio no estreito de Ormuz se Teerã "aceitar cumprir o acordado", embora tenha reiterado suas ameaças de bombardear o país asiático.

Os Estados Unidos e o Irã estão imersos em um processo de diálogo mediado pelo Paquistão para tentar chegar a um acordo para o fim do conflito no Oriente Médio. No entanto, as diferenças nas posições têm impedido, até o momento, a realização de uma segunda reunião em Islamabad, que sediou um primeiro encontro cara a cara após o acordo de cessar-fogo, prorrogado desde então sem prazo determinado por Trump.

O bloqueio do estreito de Ormuz e o recente assalto e apreensão de navios iranianos na zona por parte das forças americanas têm sido um dos motivos invocados por Teerã para não comparecer a Islamabad, uma vez que considera que essas ações constituem uma violação do cessar-fogo que impede o processo de diálogo. Apesar disso, ambos os países mantêm seus contatos por meio da mediação de Islamabad.

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