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Hezbollah garante que não existe cessar-fogo no Líbano

As Forças de Defesa de Israel (FDI) disseram nesta segunda-feira (04) que começaram a atacar infraestruturas do Hezbollah em várias zonas do sul do Líbano

Por Isabel Alvarez

Região de Tiro, no sul do Líbano

O líder do grupo xiita libanês Hezbollah, Naim Qassem, afirmou hoje que não há cessar-fogo no Líbano, mas sim uma agressão israelense em curso. Enquanto isso, ambos os lados se acusam de violação da trégua e trocam ataques, apesar do frágil cessar-fogo em vigor.

“Não existe uma linha amarela ou zona tampão, e não haverá”, afirmou Qassem, acrescentando que seu grupo inevitavelmente terá sucesso.

A declaração do líder do Hezbollah acontece após uma nova ordem de evacuação emitida pelo exército de Israel para quatro aldeias no sul do Líbano, alegando que a medida se deve à violação do acordo de cessar-fogo por parte do Hezbollah.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) disseram nesta segunda-feira (04) que começaram a atacar infraestruturas do Hezbollah em várias zonas do sul do Líbano, porque estes os terroristas armados do grupo apoiado pelo Irã operavam nas proximidades das suas tropas.

O Hezbollah também intensificou os seus ataques contra as FDI, reivindicando 11 ataques no domingo, que é considerado o maior número de ofensivas retaliatórias desde o início do cessar-fogo.

Segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), no domingo uma pessoa morreu e três ficaram feridas, incluindo uma criança, nas ofensivas israelenses contra Arab Salim, em Nabatieh, no sul do Líbano. Em outro incidente, a NNA informou que cinco pessoas ficaram feridas em ataques israelenses na cidade de Srifa, em Tiro, também no sul território libanês, sendo que entre os feridos estavam quatro paramédicos.

De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, ao todo os ataques de Israel já mataram 2.679 pessoas e deixaram 8.229 feridas.

O presidente libanês, Joseph Aoun, defendeu que um acordo de segurança com Israel deve preceder qualquer encontro com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que os Estados Unidos estão a pressioná-lo a realizar. “O momento não é apropriado para uma reunião com o líder de Israel. Primeiro, é preciso alcançar um acordo de segurança e obter o fim da agressão israelense ao Líbano”, diz uma nota da presidência.

Entretanto, Aoun ressaltou que a decisão de iniciar negociações com Tel Aviv, rejeitada pelo Hezbollah, é irreversível, indicando que o processo visa conseguir a retirada israelense dos territórios libaneses ocupados e o regresso dos prisioneiros.

Enquanto isso, o exército israelense está em "alerta máximo" depois de forças norte-americanas anunciarem a destruição de seis embarcações iranianas e a interceptação de mísseis e drones disparados do Irã. Por outro lado, o governo de Teerã nega tais episódios reportados por Washington