Irã rejeita proposta de cessar-fogo e apresenta contraproposta
O Irã declarou que prefere negociar o fim permanente da guerra, ao invés de uma pausa temporária
Segundo publicado pelas agências de notícias estatais do Irã, o governo de Teerã não aceitou a proposta do plano de cessar-fogo elaborado pelo Paquistão, que atua como mediador.
O Irã declarou que prefere negociar o fim permanente da guerra, ao invés de uma pausa temporária, que para o regime iraniano apenas ofereceria mais tempo para os inimigos prepararem uma nova leva de ataques. "Estamos pedindo o fim da guerra e que se impeça sua repetição", anunciou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã.
A agência estatal iraniana Irna ainda indicou que essa proposta previa um cessar-fogo imediato, seguido de um acordo mais amplo em até aproximadamente 20 dias com uma possível reabertura da rota marítima do Estreito de Ormuz. A agência, além disso, garante que Teerã já enviou uma contraproposta sem, no entanto, divulgar seu conteúdo.
Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que o prazo de terça-feira (7) que estabeleceu para o Irã chegar a um acordo "é definitivo". Trump já ameaçou destruir as infraestruturas do país caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto.
Enquanto isso, dois complexos petroquímicos iranianos, incluindo a maior instalação de gás do país, South Pars, localizado em Asaluyeh, na costa do Golfo, onde a mídia local noticiou explosões, foram atacados nesta segunda-feira (6). Os meios de comunicação estatais de Teerã relataram também que a outra ofensiva ocorreu no complexo petroquímico iraniano de Marvdasht, alvo de um ataque israelense. A imprensa estatal iraniana reportou que o incêndio provocado pelos bombardeios esta sob controle e não foram registrados danos significativos.
Em meados de março, as forças de Israel já tinham atacado as instalações de South Pars, a maior reserva de gás natural conhecida do mundo, que se estende entre Irã e Catar.