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Protestos contra Trump devem levar mais de 9 milhões às ruas do EUA

Mais de 3 mil protestos devem acontecer neste sábado (28), em todos os 50 Estados dos EUA, em uma manifestação contra o governo do presidente Donald Trump

Por Estadão Conteúdo

Manifestantes participam do dia nacional de protesto em West Bloomfield, Michigan, nos Estados Unidos

Mais de 3 mil protestos devem acontecer neste sábado, 28, em todos os 50 Estados dos EUA, em uma manifestação contra o governo do presidente Donald Trump, principalmente em relação à guerra no Irã e às ações da polícia de imigração americana, o ICE. São esperadas mais de 9 milhões de pessoas em todo o país.

St. Paul, uma cidade de Minnesota, será a capital do movimento, que tem sido chamado de "No Kings" (sem reis, em tradução literal). A capital do Estado, Minneapolis, foi o epicentro de dois episódios fatais, em que o ICE matou dois cidadãos americanos a tiros.

Os organizadores disseram que mais de 3,1 mil manifestações devem acontecer pelo país neste sábado. Apenas em St. Paul, são esperadas 100 mil pessoas, incluindo Bruce Springsteen, que interpretará "Streets of Minneapolis", canção que escreveu em resposta às mortes de Renee Good e Alex Pretti e em homenagem aos milhares de moradores de Minnesota que saíram às ruas durante o inverno americano. A cantora Joan Baez, a atriz Jane Fonda, e o senador democrata Bernie Sanders, além de uma longa lista de outros ativistas e líderes sindicais, devem fazer parte do movimento.

A Casa Branca descartou os protestos em todo o país como produto de "redes de financiamento de esquerda" com pouco apoio público real.

"As únicas pessoas que se importam com essas 'Sessões de Terapia de Desorientação contra Trump' são os repórteres que são pagos para cobri-las", disse a porta-voz da Casa Branca, Abigail Jackson, em comunicado.

Manifestações também estão planejadas em mais de uma dúzia de outros países, da Europa à América Latina e à Austrália, disse Ezra Levin, codiretor executivo da Indivisible, grupo que lidera os eventos, em uma entrevista. Países com monarquias constitucionais chamam os protestos de "No Tyrants" (Sem Tiranos), disse ele.

Os protestos ocorrem num momento em que os índices de aprovação de Trump oscilam em torno de 40%, e os democratas estão esperançosos de conquistar terreno nas eleições de meio de mandato.

O movimento No Kings já organizou outros protestos no ano passado. Em junho de 2025, no mesmo dia em que Trump agendou um desfile militar em Washington para comemorar o 250º aniversário do Exército, manifestações planejadas ocorreram em cidades por todo o país e, internacionalmente, em países como a Grã-Bretanha o México e a Alemanha. O evento foi batizado de "dia da resistência" contra o que era visto como um abuso de poder por parte de Trump e seus aliados.

Quatro meses depois, mais de sete milhões de pessoas participaram das manifestações do No Kings Day em 18 de outubro em cidades de todos os 50 estados, segundo os organizadores./COM AP E NYT