Israel ataca instalação nuclear iraniana de Arak
O bombardeio aconteceu pouco depois de Israel emitir um aviso urgente de evacuação aos civis iranianos localizados a noroeste da cidade de Arak
Nesta sexta-feira (27), a agência de notícias estatal iraniana Fars News publicou que a instalação nuclear iraniana de Arak, situada no centro do país, foi alvo de um ataque pelas forças norte-americanas e israelenses. Autoridades da cidade de Markazi que não houve vítimas devido às medidas de segurança previamente adotadas.
O bombardeio aconteceu pouco depois de Israel emitir um aviso urgente de evacuação aos civis iranianos localizados a noroeste da cidade de Arak e na Zona Industrial de Khir Abad, áreas próximas da instalação nuclear. As Forças de Defesa de Israel (FDI) disseram posteriormente que começaram uma ampla ofensiva contra infraestruturas militares do regime iraniano em todo o país, com base em informações dos seus serviços secretos.
As FDI, além disso, atingiu u na cidade de Yazd uma infraestrutura para a produção de mísseis e minas marítimas no Irão.
O lançamento dessa onda de ataques contra o Irã ocorreu antes da reunião planejada do Conselho de Segurança das Nações Unidas para discutir sobre os bombardeios de infraestruturas civis iranianas.
Por outro lado, o Irã também realizou vários ataques em Israel e usou bombas de fragmentação, que são consideradas mais difíceis de abater para as defesas antiaéreas. Os mísseis fizeram soar as sirenes no sul e no centro do país, mas militares israelenses afirmaram que foram interceptados e não há vítimas.
O governo de Teerã ainda declarou que impediu hoje a passagem de três navios que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz, destacando que a rota marítima está fechada a embarcações que viajem de e para portos ligados aos seus "inimigos".
Já a representante da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, Maria Martinez, disse que os organismos iranianos das instituições registraram até agora 1.900 mortos e pelo menos 20 mil ficaram pessoas feridas no Irã.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, num debate da ONU, afirmou que mais de 600 escolas foram danificadas ou demolidas e mais de 1 mil estudantes e professores foram “martirizados ou feridos” no Irã durante a guerra. “O padrão de ataque dos agressores, acompanhado pela sua retórica, deixa poucas dúvidas quanto à sua clara intenção de cometer genocídio”, acusou Araghchi.