° / °
Cadernos Blogs Colunas Rádios Serviços Portais

Irã diz que tornará instituições financeiras próximo alvo da guerra contra os EUA

Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, rebateu relatos de que o Estreito de Ormuz tenha sido fechado por Teerã

Por Estadão Conteúdo

Mais cedo, contudo, o Irã disse que o Estreito de Ormuz estava completamente fechado para embarcações de países "inimigos"

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou neste domingo (22), que instituições financeiras que financiem o orçamento militar dos Estados Unidos se tornarão o próximo alvo legítimo do país persa, em publicação no X.

"Os títulos dos Treasuries americanos estão banhados com o sangue iraniano. Ao comprá-los, você está, na prática, comprando um ataque contra seus próprios ativos e infraestrutura", escreveu ele. "Estamos monitorando seus portfólios, esse é o seu aviso final."

Em outra publicação, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, rebateu relatos de que o Estreito de Ormuz tenha sido fechado por Teerã. "O Estreito não está fechado. Os navios estão hesitando porque seguradoras temem a guerra cuja escolha de iniciar foi de vocês, e não do Irã", escreveu no X. Apesar de não citar nominalmente, a postagem se refere aos EUA e a Israel, que deram início à guerra no dia 28 de fevereiro.

O diplomata acrescentou que "nenhuma seguradora ou iraniano será abalado por novas ameaças", sem dar mais detalhes, e pediu respeito dos americanos e israelenses. "A liberdade de navegação não existe sem liberdade de comércio. Respeite ambos, ou não espere nenhum deles", disse.

Mais cedo, contudo, o Irã disse que o Estreito de Ormuz estava completamente fechado para embarcações de países "inimigos".

O regime persa também ameaçou provocar "danos irreversíveis" a alvos de energia, tecnologia e dessalinização de países do Oriente Médio que abriguem bases americanas em retaliação aos EUA, caso o presidente Donald Trump prossiga com a ameaça de atacar instalações de energia do Irã.