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Cuba confirma contatos com os EUA em plena crise energética

É a primeira vez que Havana reconhece oficialmente estes contatos

Por Isabel Alvarez

Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, confirmou que houve recentes conversações com os Estados Unidos para tentar resolver as divergências bilaterais. É a primeira vez que Havana reconhece oficialmente estes contatos.

“Funcionários cubanos mantiveram recentemente conversas com representantes norte-americanos. O objetivo dos contatos é avaliar a vontade de ambas as partes de tomar medidas concretas em benefício dos povos dos dois países, assim como identificar possíveis áreas de cooperação, sempre com base no respeito pela soberania cubana”, disse Díaz-Canel.

Num contexto marcado por uma grave crise energética e apagões recorrentes e prolongados, Díaz-Canel culpou o bloqueio energético dos EUA pela falta de abastecimento de petróleo, afirmando que nenhum carregamento chegou à ilha nos últimos três meses.

A escassez de combustível tem causado cortes de energia generalizados, que afetam a população, os serviços essenciais e a economia do país. “O impacto na economia e nos serviços básicos é grave. O impacto é tremendo”, admitiu o líder cubano, acrescentando que existem problemas nos transportes, educação, comunicações e cuidados de saúde, com milhares de cirurgias adiadas.

Washington, por outro lado, pressiona por mudanças no regime de Cuba e administração Trump já afirmou que o país representa uma ‘ameaça excepcional’ a segurança dos EUA, sobretudo por suas estreitas relações com a Rússia, o Irã e a China.

O presidente norte-americano Donald Trump também indicou que exortou Havana a chegar a um acordo ou enfrentar as consequências. Recentemente, o líder dos EUA ainda garantiu que o regime cubano estaria próximo do colapso econômico e que Cuba não tem recursos para sustentar o governo.