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'Praticamente não resta nada para atacar', diz Trump sobre Irã

Declaração foi dada em entrevista telefônica ao site de notícias Axios

Por AFP

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O presidente americano, Donald Trump, afirmou, nesta quarta-feira (11), que "praticamente não resta nada para atacar" no Irã e que o conflito terminará "em breve", em entrevista telefônica ao site de notícias Axios.

"Assim que eu quiser que isso pare, vai parar", acrescentou Trump, pouco depois de o ministro israelense da Defesa, Israel Katz, declarar que a ofensiva lançada conjuntamente por Israel e Estados Unidos contra o Irã desde 28 de fevereiro continuará "sem limite de tempo".

A jornalistas na Casa Branca, o presidente americano explicou, ainda, que "em breve, muito em breve" haverá "grande segurança" no Estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos localizaram e atacaram 28 navios minadores iranianos na região, assegurou. Na terça-feira, este número chegava a 16.

O Irã, por sua vez, afirmou que tinha atacado um navio com bandeira da Libéria de propriedade israelense e um cargueiro tailandês na área.

O comando militar americano para o Oriente Médio (Centcom) alertou os iranianos que evitassem os portos civis que são usados para fins militares.

O presidente dos Estados Unidos enfrenta pesquisas desfavoráveis no âmbito interno e temores sobre a perturbação da economia mundial decorrente da operação americana-israelense contra o Irã.

O republicano, de 79 anos, enfrentará eleições legislativas de meio de mandato decisivas em novembro, nas quais estará em jogo o controle do Congresso.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou, nesta quarta-feira, que "esta operação continuará sem limite de tempo, pelo tempo que for necessário, até que alcancemos todos os objetivos".

O Irã respondeu com ataques, embora muito menos intensos do que no início do conflito, e com declarações desafiadoras, após escolher um novo aiatolá, o filho do antigo líder supremo Ali Khamenei, morto no início das operações em Teerã.

Estados Unidos e Israel deveriam "considerar a possibilidade de que se vejam envolvidos em uma guerra de desgaste de longo prazo que destruirá toda a economia americana e a economia mundial e fará com que todas as suas capacidades militares se desgastem até o ponto da destruição", declarou Ali Fadavi, assessor do comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária, à televisão estatal.

 

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