Erro de coordenadas provocou ataque dos EUA a escola no Irã, diz jornal
O Irã relatou que o ataque à escola de ensino fundamental na cidade de Minab, no sul do país, deixou mais de 150 mortos
Os Estados Unidos foram responsáveis por um ataque com mísseis Tomahawk contra uma escola de ensino fundamental iraniana devido a um erro de escolha de alvos, reportou o jornal The New York Times nesta quarta-feira (11).
Citando autoridades americanas, o jornal noticiou que a investigação sobre o ataque em 28 de fevereiro ainda está em andamento, mas que as conclusões preliminares apontam para a responsabilidade dos Estados Unidos.
Segundo o periódico, o exército americano apontava para uma base iraniana adjacente ao prédio da escola e as coordenadas para o alvo foram estabelecidas com base em dados desatualizados.
O Irã relatou que o ataque à escola de ensino fundamental na cidade de Minab, no sul do país, deixou mais de 150 mortos.
O presidente americano, Donald Trump, sugeriu, no início desta semana, que os próprios iranianos poderiam ter sido os responsáveis pelo ataque, mas posteriormente afirmou que aceitaria qualquer que fosse o resultado da investigação.
Quando perguntado por jornalistas nesta quarta-feira sobre a informação publicada pelo NYT, Trump respondeu: "Não sei nada a respeito".
O jornal nova-iorquino destacou que oficiais do Centcom, comando militar dos Estados Unidos para o Oriente Médio, elaboraram as coordenadas do alvo para o ataque usando dados desatualizados fornecidos pela Agência de Inteligência de Defesa.
E acrescentou que os investigadores seguem analisando porque foram usados dados desatualizados no planejamento do ataque e quem não checou a informação.
Ainda segundo o jornal, a escola fica na mesma quadra de edifícios usados pelas forças navais da Guarda Revolucionária, exército ideológico da república islâmica, e que o local onde a escola fica originalmente fazia parte da base.
O periódico publicou, ainda, que o edifício que abriga a escola tinha sido separado da base por uma cerca entre 2013 e 2016.
A AFP não conseguiu acessar o local do ataque para verificar de forma independente o entorno ou o balanço de vítimas reportado pela imprensa iraniana.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, responsabilizou os Estados Unidos e Israel pelo ataque.
Israel negou reiteradamente qualquer participação ou conhecimento sobre o ataque. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou na semana passada que os Estados Unidos não apontariam intencionalmente para uma escola.