Irã ataca navios no Estreito de Ormuz e ameaça embarcações dos EUA e de Israel
Comandante da Marinha da Guarda, Alireza Tangsiri, afirmou que "qualquer navio que pretenda atravessar deve obter permissão do Irã"
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que atacou um navio de bandeira da Libéria e propriedade israelense e um porta-contêineres tailandês no Estreito de Ormuz.
O comandante da Marinha da Guarda, Alireza Tangsiri, afirmou que "qualquer navio que pretenda atravessar deve obter permissão do Irã".
A agência marítima britânica UKMTO havia relatado ataques contra um porta-contêineres e dois cargueiros, mas sem revelar a bandeira.
O comando operacional central do Exército iraniano, Khatam Al Anbiya, afirmou que qualquer navio pertencente aos Estados Unidos, a Israel ou a seus aliados que atravesse o estratégico Estreito de Ormuz "será considerado um alvo legítimo".
A Guarda Revolucionária iraniana afirmou, ainda, que atacou bases americanas no Kuwait e no Bahrein. Além disso, o Exército do país disse ter atacado a agência de inteligência militar israelense, uma base naval na cidade de Haifa e um sistema de radar israelense.
Explosões em Teerã
Fortes explosões sacudiram a capital do Irã, no 12º dia da ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, segundo um jornalista da AFP. O alvo do ataque não estava claro, mas colunas de fumaça eram observadas na zona leste de Teerã.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que a campanha militar de seu país e dos Estados Unidos contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, vai durar "o tempo necessário".
"Esta operação continuará sem limite de tempo, o tempo necessário, até que alcancemos todos os objetivos e decidamos o desfecho da campanha", ressaltou.
Em seu balanço mais recente, o governo do Líbano, país arrastado para a guerra regional pelo movimento pró-iraniano Hezbollah, informou que 570 pessoas morreram nos bombardeios israelenses, incluindo 86 crianças.