Navios europeus são atacados no Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz é uma rota crucial para o comércio global de petróleo
Autoridades marítimas britânicas anunciaram que dois navios europeus, um cargueiro de bandeira de Malta e um petroleiro da Espanha, foram atacados no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio global de petróleo à entrada do Golfo Pérsico.
A Guarda Revolucionária do Irã assegurou que tem controlo total do Estreito de Ormuz e que a passagem está fechada, uma medida que ameaça o transporte de cerca de 20% do petróleo mundial, apesar dos Estados Unidos terem anunciado que preparam escoltas navais para os petroleiros.
Teerã também ameaçou que todas as embarcações que atravessarem a região serão bombardeadas, local por onde passa um quinto do petróleo mundial, e que já apresenta desde o inicio do conflito no Oriente Médio uma queda de 90%.
“O cargueiro maltês Safeen Prestige estava ao largo da costa de Omã, navegando para leste no Estreito de Ormuz quando foi atingido, hoje, por um projétil desconhecido, logo acima da linha de água, que causou um incêndio na casa das máquinas”, afirmou a Organização de Segurança Marítima do Reino Unido.
De acordo com a organização, o ataque constituiu uma ação de retaliação do governo iraniano no Golfo Pérsico.
Segundo a diretora-geral da Marinha Mercante da Espanha, Ana Núñez, o outro navio atingido foi o petroleiro Hercules Star, que pertence à empresa de navegação espanhola Península, embora não navegasse sob bandeira espanhola, e foi atingido na terça-feira (03). Núñez disse que não houve vítimas.
“A atual situação geopolítica é complicada. Existem outras empresas de navegação espanholas com embarcações na zona cuja localização está sendo analisada para eventualmente reconsiderarem a modificação de rotas”, indicou Núñez.
Cruzeiros no Oriente Médio estão suspensos
A Associação Internacional de Linhas de Cruzeiro (CLIA) anunciou hoje a suspensão de todos os itinerários para o Oriente Médio. A diretora da CLIA, Maria Deligianni, informou ainda que, pelo menos, seis navios de cruzeiros continuam ancorados nos portos do Dubai, Abu Dhabi e Doha, com milhares de passageiros impossibilitados de regressar para casa depois da suspensão também das ligações aéreas.