Israel bombardeia Irã e Líbano após ataque do Hezbollah
Exército de Israel anunciou ataques simultâneos no Irã e no Líbano nesta segunda-feira (2) e avisou que o movimento islamista libanês Hezbollah pagará "caro" por abrir fogo contra o país
O Exército de Israel anunciou ataques simultâneos no Irã e no Líbano nesta segunda-feira (2) e advertiu o movimento islamista libanês Hezbollah que pagará "caro" por abrir fogo contra o país.
As Forças Armadas de Israel lançaram uma onda de ataques contra o Hezbollah, depois que o grupo, apoiado pelo Irã, reivindicou disparos de foguetes contra seu território.
"Neste momento, centenas de aviões da Força Aérea estão bombardeando simultaneamente o Líbano e o Irã", disse o porta-voz militar, general Effie Defrin, na televisão.
"O Hezbollah abriu fogo durante a noite. Sabia exatamente o que estava fazendo. Nós advertimos e eles pagarão caro por isso".
O Exército também anunciou um "bombardeio seletivo" contra um comandante do Hezbollah em Beirute.
O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou no X que o secretário-geral do movimento islamista, Naim Qasem, era "um alvo designado para ser abatido".
Na madrugada de segunda-feira, jornalistas da AFP relataram um bombardeio israelense na periferia sul da capital libanesa, reduto do Hezbollah.
Mais cedo, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que lançou mísseis contra edifícios governamentais de Israel em Tel Aviv e contra instalações militares e de segurança em Haifa e em Jerusalém Oriental.
"Entre os alvos da 10ª onda, ocorreu um bombardeio ao complexo governamental do regime sionista em Tel Aviv, ataques contra centros militares e de segurança de Haifa e um bombardeio em Jerusalém Oriental", anunciou o exército ideológico da República Islâmica em um comunicado.
Pelo menos 555 pessoas morreram no Irã em consequência da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel iniciada no sábado, afirmou o Crescente Vermelho do país.
"Após os ataques terroristas sionista-americanos executados em várias regiões do nosso país, 131 cidades foram afetadas até agora e, lamentavelmente, 555 dos nossos compatriotas morreram", afirmou o grupo humanitário em uma mensagem no Telegram.