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Países do Golfo afirmam ter direito a responder à 'agressão' iraniana

Em reunião neste domingo (1º), os estados do Golfo Pérsico avisaram que vão se defender dos ataques realizados pelo Irã desde o último sábado (28)

Por AFP

A video grab image taken from footage released by the Israeli military on March 1, 2026, shows what it says are large-scale strikes on "the headquarters of the Iranian terror regime" in Tehran on March 1. The Israeli military said that it had begun striking targets deep inside Tehran, a day after a joint US-Israeli attack killed Iran's supreme leader Ayatollah Ali Khamenei. (Photo by Handout / Israeli Army / AFP) / RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO / SOURCE / ISRAELI ARMY" - HANDOUT - NO MARKETING NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS

Os Estados do Golfo Pérsico prometeram se defender dos ataques iranianos, inclusive "responder à agressão" se for necessário, depois de uma reunião do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) neste domingo (1º) para formular uma resposta unificada.

Os ministros das Relações Exteriores dos seis países do CCG — Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Arábia Saudita, Omã, Catar e Kuwait, que denunciaram terem sofrido ataques iranianos — "examinaram os extensos danos resultantes dos traiçoeiros ataques iranianos" e discutiram medidas para restaurar a estabilidade na região.

Os países "vão adotar todas as medidas necessárias para defender sua segurança e estabilidade e para proteger seus territórios, cidadãos e residentes, incluindo a opção de responder à agressão", diz um comunicado difundido após a reunião.

Também pediram no texto o "cessar imediato dos ataques" e acrescentaram que a estabilidade da "região do Golfo não é apenas uma questão regional, mas um pilar fundamental da estabilidade econômica mundial".

O Irã começou a lançar mísseis e drones contra alvos em todo o Golfo, onde os Estados Unidos mantêm várias bases militares, depois que Washington e Israel iniciaram uma grande campanha contra a república islâmica que causou a morte de seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.