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Trump avisa que seu discurso hoje sobre o Estado da União será longo

O presidente americano já havia estabelecido um recorde histórico em março do ano passado com um discurso que durou 1 hora e 42 minutos

Por Isabel Alvarez

Presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já adiantou que será longo seu discurso sobre o Estado da União, realizado anualmente para avaliar o desempenho do governo, marcado para esta terça-feira (24) a noite no Capitólio. Trump avisou que tem muito a dizer.

"Temos um país que está indo bem. Temos a melhor economia que já tivemos, a maior atividade econômica que já tivemos. Vou fazer um discurso que será longo, porque temos muito que conversar", indicou.

Os presidentes norte-americanos em geral aproveitam estes discursos no início dos seus mandatos para apresentar as suas prioridades e mostrar sua posição para o rumo que darão ao país, assim como as suas políticas externas e econômicas.

Trump já havia estabelecido um recorde histórico em março do ano passado com um discurso diante das duas câmaras do Congresso que durou 1 hora e 42 minutos, o mais extenso na história do Capitólio. Até a data, o discurso sobre o Estado da União mais longo registrado também foi do próprio Trump em 2019, durante o seu primeiro mandato.

Por sua vez, o discurso de hoje será o primeiro sobre o Estado da União do segundo mandato de Trump e ocorre num contexto de tensão política, após a decisão na última sexta-feira do Supremo Tribunal de invalidar e considerar ilegal algumas das tarifas mundiais que aplicou, sem a aprovação do Congresso. Além do mais, acontece durante a paralisação parcial do Departamento de Segurança Interna, que completa hoje 10 dias sem sinalização de um acordo entre democratas e republicanos no Congresso para aprovar novos recursos.

Já Trump deve abordar temas como as conquistas do seu governo no primeiro ano do seu segundo mandato e possivelmente discorrer críticas sobre a decisão do Supremo Tribunal às suas políticas econômicas, ao anular parcialmente as tarifas, além de enfatizar as questões internacionais, desde o acordo de paz na Faixa de Gaza, a captura do ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro, o embargo econômico a Cuba, a potencial intervenção militar no Irã, entre outros.

No entanto, o evento ainda poderá ser ofuscado pela recente divulgação dos arquivos do caso do criminoso Jeffrey Epstein, condenado por comandar uma rede de tráfico sexual, que incluía menores, que se matou em 2019 numa prisão federal, uma vez que contará com a presença de algumas vítimas do abusador. A administração Trump é acusada de ter encoberto os documentos e sofreu pressão para sua publicação, no qual se destaca fotos pessoais de Trump com o então amigo magnata Epstein e o envolvimento do seu secretário do Comércio, Howard Lutnick, que está sob investigação por mentir sobre a sua relação com Epstein.