Estoque de munição e tensões com Irã são preocupações nos EUA, segundo jornal
'Washington Post' afirma que pautas geram preocupações para Daniel Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto do país. Trump nega questões por meio de postagem
Chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, o general Daniel Caine teria supostamente alertado o presidente do país, o republicano Donald Trump, sobre diferentes riscos diante de um conflito prolongado em caso de uma ofensiva contra o Irã. Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump negou a existência de uma conversa neste sentido.
As informações são do The Washington Post. De acordo com o veículo, Caine manifestou preocupações diante de uma possível operação no país do oriente médio.
A reportagem também destacou que os conflitos que envolvem Ucrânia e Israel, apoiados pela nação norte-americana nas disputas diante de Rússia e Palestina, teriam mitigado a munição do país. A fala teria acontecido durante uma reunião na Casa Branca, entre 15 e 21 de fevereiro.
O general ainda teria mencionado a falta de apoio de aliados na região, caso Trump de fato decidisse por um bombardeio. Em janeiro, o Washington Post já havia noticiado que vários outros países rivais do Irã não participariam de um ataque. Exemplos são Arábia Saudita, Catar e Omã. No entanto, autoridades ouvidas pelo Wall Street Journal afirmaram que o presidente está inclinado a autorizar uma investida.
Trump nega existência de conversa
Por meio de postagem na Truth Social, Trump afirmou que as reportagens sobre as preocupações de Caine são "100% incorretas". O general e demais integrantes do governo preferem evitar uma guerra, de acordo com o republicano. No entanto, caso decida por prosseguir com um ataque, Trump relatou que Caine vê o conflito como "facilmente vencível". O republicano também colocou a decisão final sobre um bombardeio sob a responsabilidade dele mesmo.
"Caine é um grande combatente e representa as Forças Armadas mais poderosas do mundo. Ele não falou em deixar de agir contra o Irã, nem mesmo sobre os supostos ataques limitados que tenho lido por aí. Ele só conhece uma coisa: VENCER. E, se for instruído a agir, estará liderando a linha de frente", escreveu.
"Sou eu quem toma a decisão. Prefiro um acordo a não ter um, mas, se não houver acordo, será um dia muito ruim para aquele país e, muito infelizmente, para o povo de lá, que é grande e maravilhoso", completou.
Confira as informações no Correio Braziliense.