Groenlândia rejeita ajuda médica dos EUA e critica anúncio de Trump
Horas após EUA evacuarem tripulante de submarino na Groenlândia, Trump oferece navio-hospital e é rejeitado: "Não há necessidade de ajuda externa", diz governo local
O governo da Groenlândia rejeitou neste domingo (22), a oferta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de enviar um navio-hospital ao território. O primeiro-ministro local, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que a proposta foi "anotada", mas que não há necessidade de ajuda médica externa. "Isso será um 'não, obrigado' da nossa parte", escreveu em rede social.
Nielsen ressaltou que a Groenlândia mantém sistema público de saúde com atendimento gratuito aos cidadãos e criticou a forma como o presidente americano comunicou a decisão. "Fale conosco em vez de fazer declarações intempestivas nas redes sociais", afirmou.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, também reagiu. Em rede social, disse estar "feliz em viver em um país onde o acesso à saúde é gratuito e igual para todos, e onde não são os seguros ou a renda que determinam se alguém recebe tratamento digno".
Trump havia publicado na noite de sábado (21), que enviaria o navio para atender "muitas pessoas doentes" que estariam "sem receber os cuidados necessários". A publicação ocorreu horas depois de o Comando Ártico da Dinamarca informar a evacuação de um tripulante de submarino americano que precisava de atendimento médico urgente nas proximidades de Nuuk, capital da Groenlândia.
A Groenlândia, território autônomo do Reino da Dinamarca, tem menos de 60 mil habitantes e seis hospitais. Trump tem reiterado o interesse dos Estados Unidos em ampliar sua influência sobre a ilha por razões de segurança nacional.